Tarta Crocante: a famosa receita da CrackPie da Christina Tosi.

E lá vou eu de Christina Tosi novamente! Meu encantamento com as coisas dela deve-se, principalmente, pela reinvenção da confeitaria americana. Quem já foi aos Estados Unidos e, como eu, tem por programa principal de viagens provar as comidas diferentes do país ou estado onde está, sabe que a confeitaria americana prima por preparações rápidas, muito doces, com bastante massa, creme ou glacê, num visual um tanto quanto desleixado (se comparada com a francesa, por exemplo). Christina pega tudo isso e reinventa, tornando coisas que seriam simples em verdadeiros projetos de confeitaria, com mais etapas que muitos doces franceses por ai. O resultado são doces simples, mas que demandam muita organização e esmero para serem feitos. O visual é limpo e prático, sem os excessos que costumamos ver de vez em quando. E não há espaço pra pasta americana, o que já é uma imensa vantagem. Aqui, o que é simples não é fácil. Penso que simplicidade não está de mãos dadas com facilidade. Ainda mais nos dias de hoje. Enfim...

Esta tarta é muito famosa! E como não há Momofuku Milk Bar em Miami, eu tinha duas opções: comprar online e esperar a entrega ou fazer a minha própria. Como a confeiteira mantém algumas de suas receitas em seu próprio site, advinha o que eu escolhi? Decidi fazê-la para o natal e fazer a quantidade que ela recomenda na receita, 2 tartas. Daí eu acondicionei as duas em formas diferentes pra ver qual ficava melhor e foi bacana passar por todo o processo. 

A CrackPie, como o próprio nome diz, é uma tarta crocante feita de ovos, açúcar e manteiga basicamente. O resultado é que a capa e a massa ficam bem crocantes e o recheio cremoso, como um quindim mais molinho, mas com sabor meio caramelo. É uma tarta muito doce e interessante, que por conta disso rende bastante. Pode ser servida com um pouco de sorvete de baunilha pra dar um bom contraste. Vamos lá!

Tarta Crocante

Massa de biscoito de aveia

115g de manteiga em temperatura ambiente

75g de açúcar demerara

40g de açúcar cristal

1 gema de ovo

80g de farinha de trigo

120g de aveia em flocos achatados

0,5g de fermento químico em pó

0.25g de bicarbonato de sódio

2g de sal

Modo de preparo: Pré-aqueça o forno a 180 graus Celsius.

Combine a manteiga com os açúcares e leve à batedeira com o batedor raquete. Bata até que a mistura fique esbranquiçada e fofa. A minha não ficou tão esbranquiçada porque o açúcar que usei foi orgânico e não alvejado. A cor dele, como pode ser visto na  mise en place  logo acima desta foto, é creme, parecida com a do açúcar demerara. No lugar do demerara eu usei um mascavo que eu já tinha, que é diferente dos que temos no Brasil e não é tão forte no sabor.

Combine a manteiga com os açúcares e leve à batedeira com o batedor raquete. Bata até que a mistura fique esbranquiçada e fofa. A minha não ficou tão esbranquiçada porque o açúcar que usei foi orgânico e não alvejado. A cor dele, como pode ser visto na mise en place logo acima desta foto, é creme, parecida com a do açúcar demerara. No lugar do demerara eu usei um mascavo que eu já tinha, que é diferente dos que temos no Brasil e não é tão forte no sabor.

Raspe as bordas da tigela e, usando velocidade baixa, acrescente a gema de ovo. Aumente a velocidade, batendo até incorporar. Estará bom quando os grãos de açúcar dissolverem por completo. 

Raspe as bordas da tigela e, usando velocidade baixa, acrescente a gema de ovo. Aumente a velocidade, batendo até incorporar. Estará bom quando os grãos de açúcar dissolverem por completo. 

Em baixa velocidade, acrescente todos os secos. Misture até que tudo se incorpore.

Em baixa velocidade, acrescente todos os secos. Misture até que tudo se incorpore.

Ficará parecida com uma massa de cookie, só que mais mole e gordurosa.

Ficará parecida com uma massa de cookie, só que mais mole e gordurosa.

Forre uma assadeira com papel manteiga ou tapete de silicone e espalhe a massa até que ficar com pouco menos de 1 cm de altura. Não há massa suficiente para cobrir a assadeira toda. Nenhum problema! Deixe espaços de uns 3 dedos entre a massa e as laterais da forma porque a massa cresce. Veja abaixo e compare.

Forre uma assadeira com papel manteiga ou tapete de silicone e espalhe a massa até que ficar com pouco menos de 1 cm de altura. Não há massa suficiente para cobrir a assadeira toda. Nenhum problema! Deixe espaços de uns 3 dedos entre a massa e as laterais da forma porque a massa cresce. Veja abaixo e compare.

Asse por aproximadamente 15 minutos (dependerá do forno). O ponto é quando as bordas estiverem douradas, mas a massa ainda cede um pouco ao toque. Sua casa deverá estar cheirando a cookie!

Asse por aproximadamente 15 minutos (dependerá do forno). O ponto é quando as bordas estiverem douradas, mas a massa ainda cede um pouco ao toque. Sua casa deverá estar cheirando a cookie!

Recheio

300g de açúcar refinado

180g de açúcar demerara

20g de leite em pó

14g de fubá mimoso

10g de amido de milho

6g de sal

225g de manteiga derretida

160g de creme de leite fresco

2g de extrato de baunilha

8 gemas de ovos

Modo de preparo:

Combine os açúcares, o leite em pó, o fubá com amido de milho e o sal e misture na batedeira, com o batedor raquete até misturar bem. Adicione a manteiga derretida e misture até incorporar, por 2 ou 3 minutos.

Combine os açúcares, o leite em pó, o fubá com amido de milho e o sal e misture na batedeira, com o batedor raquete até misturar bem. Adicione a manteiga derretida e misture até incorporar, por 2 ou 3 minutos.

Vai ficar uma mistura líquida arenosa.

Vai ficar uma mistura líquida arenosa.

Adicione o creme de leite fresco e bata por mais uns 2 ou 3 minutos em velocidade baixa até que ele se incorpore na massa. É importante que a velocidade seja baixa porque você não quer fazer chantilly aqui. 

Adicione o creme de leite fresco e bata por mais uns 2 ou 3 minutos em velocidade baixa até que ele se incorpore na massa. É importante que a velocidade seja baixa porque você não quer fazer chantilly aqui. 

Raspe as laterais da tigela. Adicione as gemas e o extrato de baunilha, misturando para que incorporem bem. Quanto menos bater, melhor, porque incorpora-se menos ar à massa. O ar se expande dentro da massa no forno e pode prejudicar o resultado final de sua tarta. O resultado que procuramos é uma mistura brilhante e homogênea. É um recheio muito saboroso! Difícil não pegar uma provinha! 

Raspe as laterais da tigela. Adicione as gemas e o extrato de baunilha, misturando para que incorporem bem. Quanto menos bater, melhor, porque incorpora-se menos ar à massa. O ar se expande dentro da massa no forno e pode prejudicar o resultado final de sua tarta. O resultado que procuramos é uma mistura brilhante e homogênea. É um recheio muito saboroso! Difícil não pegar uma provinha! 

O recheio pode ser usado imediatamente, ou refrigerado em um recipiente hermético na geladeira por até uma semana. 

Montagem:

1 receita de cookie previamente feita, assada, fria e quebrada em pedaços pequenos, para caber no processador. 

15g de açúcar demerara

1g de sal

55g de manteiga derretida

A receita de recheio previamente pronto

Açúcar impalpável para decorar

Modo de preparo: pré-aqueça o forno a 180 graus Celsius.

Coloque a massa quebrada de  cookie , o açúcar e o sal num processador até virar uma farofa. Se você não tiver um processador de alimentos, pode usar um mixer ou o liquidificador. Só terá de dividir a massa em 3 ou 4 partes, pra ter condições de transformá-la em farofa. Se preferir fazer o trabalho a mão, um rolo de macarrão pode ajudar. Embrulhe os pedaços de massa num pano limpo, feche-o como um saco e segurando as extremidades com uma mão, apoiado sobre uma mesa firme, bata o rolo de massa em cima do pano até que esfarele tudo É um ótimo método para desestressar! 

Coloque a massa quebrada de cookie, o açúcar e o sal num processador até virar uma farofa. Se você não tiver um processador de alimentos, pode usar um mixer ou o liquidificador. Só terá de dividir a massa em 3 ou 4 partes, pra ter condições de transformá-la em farofa. Se preferir fazer o trabalho a mão, um rolo de macarrão pode ajudar. Embrulhe os pedaços de massa num pano limpo, feche-o como um saco e segurando as extremidades com uma mão, apoiado sobre uma mesa firme, bata o rolo de massa em cima do pano até que esfarele tudo É um ótimo método para desestressar! 

Adicione a manteiga e misture até que possa ser formada uma bola com a massa. Aperte-a na mão pra ver se ela se une. Aqui a massa sem a manteiga extra.

Adicione a manteiga e misture até que possa ser formada uma bola com a massa. Aperte-a na mão pra ver se ela se une. Aqui a massa sem a manteiga extra.

Se não der pra formar a bola, adicione um pouco mais de manteiga derretida, até que a bola seja formada. Aperte a massa novamente na mão pra ver se aglutina.

Se não der pra formar a bola, adicione um pouco mais de manteiga derretida, até que a bola seja formada. Aperte a massa novamente na mão pra ver se aglutina.

Divida a massa em duas partes iguais. Molde-as nas formas onde serão assadas as tortas. Se a forma que estiver usando for flexível como a de alumínio da foto (direita), coloque numa assadeira antes de forrá-la com a massa, pra evitar que a massa se quebre no transporte da forma para a assadeira.

Divida a massa em duas partes iguais. Molde-as nas formas onde serão assadas as tortas. Se a forma que estiver usando for flexível como a de alumínio da foto (direita), coloque numa assadeira antes de forrá-la com a massa, pra evitar que a massa se quebre no transporte da forma para a assadeira.

Aperte a massa contra a base e as paredes das formas, usando seus dedos e costas da mão, pressionando bem pra que forre a superfície.  Divida o recheio em duas partes iguais e verta-o sobre a massa pressionada nas formas, preenchendo 3/4 da altura da massa. 

Aperte a massa contra a base e as paredes das formas, usando seus dedos e costas da mão, pressionando bem pra que forre a superfície.  Divida o recheio em duas partes iguais e verta-o sobre a massa pressionada nas formas, preenchendo 3/4 da altura da massa. 

Asse por aproximadamente 20 minutos (sempre depende do forno). A superfície da tarta deve estar dourada, mas o interior ainda meio-líquido. Para saber, bata com a mão na porta ou lateral do forno. O recheio deve mover-se um pouco. Assim que atingir este ponto, abra a porta do forno e reduza a temperatura para 160 graus. Mantenha a porta do forno aberta por aproximadamente 7 minutos, para deixar a temperatura arrefecer. Feche a porta do forno e asse as tartas por mais uns 15 minutos. O ponto certo é quando somente o centro da torta ainda se move um pouco quando se bate na porta ou na lateral do forno. Desligue o fogo e deixe as tartas dentro por mais uns 7 minutos. 

Asse por aproximadamente 20 minutos (sempre depende do forno). A superfície da tarta deve estar dourada, mas o interior ainda meio-líquido. Para saber, bata com a mão na porta ou lateral do forno. O recheio deve mover-se um pouco. Assim que atingir este ponto, abra a porta do forno e reduza a temperatura para 160 graus. Mantenha a porta do forno aberta por aproximadamente 7 minutos, para deixar a temperatura arrefecer. Feche a porta do forno e asse as tartas por mais uns 15 minutos. O ponto certo é quando somente o centro da torta ainda se move um pouco quando se bate na porta ou na lateral do forno. Desligue o fogo e deixe as tartas dentro por mais uns 7 minutos. 

Retire as tartas do forno e transfira-as para uma grade para que possam resfriar até a temperatura ambiente. Quando totalmente frias, embale-as em plástico filme e leve ao freezer ou congelador por 3 horas. Isso vai ajudar a condensar o interior da tarta. Transfira-a para a geladeira e deixe descongelar por aproximadamente 1 hora. Sirva só, acompanhando um café. Ou incremente com uma generosa bola de sorvete de creme ou baunilha. 

Aqui dá pra ver o interior da tarta. Crocante por fora e cremosa por dentro. Há uma expressão em inglês para descrever este ponto,  "Ooey Gooey",  que não tem tradução para o português eu acho. 

Aqui dá pra ver o interior da tarta. Crocante por fora e cremosa por dentro. Há uma expressão em inglês para descrever este ponto, "Ooey Gooey", que não tem tradução para o português eu acho. 

Eu achei que a tarta fica melhor assada em forma de alumínio fino. A massa da que assei na forma de cerâmica ficou mais dura, além de ter levado mais tempo pra descongelar e ter sido servida ainda um pouco congelada. Esta da última foto estava perfeita depois de seguidos todos os passos. É uma receita para fazer de vez quando, quando você estiver sentindo vontade de algo mais doce, crocante e diferente. E como a receita dá pra duas tarts você pode manter a outra no congelador para quando houver uma próxima vontade. Vale demais fazer! 

Polvilhe açúcar impalpável sobre a tarta antes de servir. Use uma peneira pra distribuir melhor e usar menos açúcar. Bom apetite! 

Polvilhe açúcar impalpável sobre a tarta antes de servir. Use uma peneira pra distribuir melhor e usar menos açúcar. Bom apetite! 

 

 

 

 

 

 

 

[Thanksgiving] Cheesecake de abóbora com especiarias e chocolate.

O dia de Ação de Graças aqui nos EUA é tão importante quanto o natal. É o feriado que lota aeroportos e distribui pessoas de um canto ao outro do país, normalmente no intuito de reunir-se com seus familiares e amigos para comer e beber absurdamente e refletir o quão gratos são pela vida, o antiácido e tudo o mais que os rodeia. A festividade tem origem numa refeição compartilhada entre os indígenas norte-americanos e os imigrantes ingleses recém chegados à época da colonização. Eles trouxeram pouca comida em sua bagagem e estavam condenados a morrerem de inanição e doenças na nova terra. É um festejo bastante interessante, onde os pratos clássicos utilizam ingredientes nativos e sazonais (embora todos possam ser encontrados o ano todo nos supermercados, inclusive na forma de enlatados...).

Um dos ingredientes mais emblemáticos dos festejos do outono é a abóbora, que reina absoluta no Halloween e no Thanksgiving. A forma mais tradicional de usá-la nesta época do ano é a "Pumpkin Pie". Só que eu provei da famosa tarta e não gostei. Daí, achei esta receita que mistura abóbora, especiarias e chocolate numa mesma cheesecake! Resolvi experimentar no Thanksgiving do ano passado, quando inventei de fazer toda a ceia sozinha pra ver como era. Tudo pra descobrir que é, realmente, um trabalho muito cansativo e que deve ser compartilhado! Esta Cheesecake foi um dos pontos altos da ceia e até hoje tem gente que lembra dela com saudades. A receita só não veio parar no blog antes porque coloquei mil e um defeitos na aparência, achando que deveria fazer novamente para postar aqui.

Essa foi a primeira vez em que fiz a receita. Ela ficou muito bem executada, mas a altura da cheesecake e o dourado da superfície deixaram a desejar. Eu queria ela mais alta e menos coradinha, para o marmorizado aparecer bastante. Dessa vez, o marmorizado virou uma camada inteira de chocolate, porque eu não soube solucionar o problema da superfície menor com a mesma quantidade de massa de chocolate. Se tivesse parado pra pensar um pouco e separado um pouco da massa de abóbora pra intercalar, teria ficado como essa. Mas isso é agora um desafio para a terceira vez. Ou pra você, que aprendeu com os meus erros e não vai passar por isso. ;)

Essa foi a primeira vez em que fiz a receita. Ela ficou muito bem executada, mas a altura da cheesecake e o dourado da superfície deixaram a desejar. Eu queria ela mais alta e menos coradinha, para o marmorizado aparecer bastante. Dessa vez, o marmorizado virou uma camada inteira de chocolate, porque eu não soube solucionar o problema da superfície menor com a mesma quantidade de massa de chocolate. Se tivesse parado pra pensar um pouco e separado um pouco da massa de abóbora pra intercalar, teria ficado como essa. Mas isso é agora um desafio para a terceira vez. Ou pra você, que aprendeu com os meus erros e não vai passar por isso. ;)

Eu ainda não estou satisfeita com o visual que consegui. Mas decidi que ela está bonita o suficiente para merecer um post. E o sabor dela é incrível! A textura é super macia e a camada de biscoito faz um contraponto interessante. No final das contas, essa receita vai entrar pro rol das Cheesecakes mais gostosas que já fiz e fatalmente será feita de novo. E se ficar mais bonita na melhor de 3, eu troco a foto aqui. Yes!!!! Claro, que com as devidas explicações. ;)

Não sei se será possível fazer a ceia novamente este ano. Mas a sobremesa já está garantida! 

Pra não dizer que só falei dos meus erros, vamos a alguns acertos muito bons: a receita original instrui que assemos o bolo a 180 celsius, mas isso me rendeu bordas levemente mais altas e superfície um pouco rachada na primeira vez que a fiz. Reduzi a temperatura para 150 celsius desta vez e  voilá ! Nunca tinha feito uma  Cheesecake  assada com um topo tão retinho! Isso também colaborou, junto com a redução no uso da batedeira pra não incorporar tanto ar à massa, para que a massa ficasse bem compacta e cremosa, numa receita em que os únicos agentes aglutinadores são os ovos. 

Pra não dizer que só falei dos meus erros, vamos a alguns acertos muito bons: a receita original instrui que assemos o bolo a 180 celsius, mas isso me rendeu bordas levemente mais altas e superfície um pouco rachada na primeira vez que a fiz. Reduzi a temperatura para 150 celsius desta vez e voilá! Nunca tinha feito uma Cheesecake assada com um topo tão retinho! Isso também colaborou, junto com a redução no uso da batedeira pra não incorporar tanto ar à massa, para que a massa ficasse bem compacta e cremosa, numa receita em que os únicos agentes aglutinadores são os ovos. 

Cheesecake de abóbora, especiarias e chocolate amargo

Para a base:

Separe e pese todos os ingredientes antes de começar o preparo. Essa etapa toma um certo tempo, mas garante que sua receita seja executada de maneira mais ágil e atenta, com mais chances de dar certo. 

Separe e pese todos os ingredientes antes de começar o preparo. Essa etapa toma um certo tempo, mas garante que sua receita seja executada de maneira mais ágil e atenta, com mais chances de dar certo. 

142g de biscoito do tipo maisena

30g de açúcar refinado

75g de manteiga derretida sem sal

20g de cacau em pó

Triture os biscoitos no liquidificador ou processador de alimentos. Junte o açúcar, o cacau em pó e processe até incorporar.

Triture os biscoitos no liquidificador ou processador de alimentos. Junte o açúcar, o cacau em pó e processe até incorporar.

Misture a manteiga derretida à farinha processada e misture bem.

Misture a manteiga derretida à farinha processada e misture bem.

Coloque a farofa obtida com os ingredientes processados no fundo da forma (20 cm de diâmetro) e faça uma camada compacta, apertando-a com os dedos. Você pode usar uma colher ou um pote de vidro com o fundo liso para nivelar bem esta camada e deixa-la lisinha como a da foto.

Coloque a farofa obtida com os ingredientes processados no fundo da forma (20 cm de diâmetro) e faça uma camada compacta, apertando-a com os dedos. Você pode usar uma colher ou um pote de vidro com o fundo liso para nivelar bem esta camada e deixa-la lisinha como a da foto.

Para a massa:

Com os ingredientes da massa todos pesados e separados, você pode começar a trabalhar. Suja um pouco mais de louça, mas garante um resultado muito melhor da sua receita. Vai por mim!

Com os ingredientes da massa todos pesados e separados, você pode começar a trabalhar. Suja um pouco mais de louça, mas garante um resultado muito melhor da sua receita. Vai por mim!

454g de Cream cheese em temperatura ambiente

155g de açúcar refinado

1 xícara de chá de purê fino de abóbora moranga

3g de canela em pó

1 colher de chá de cravo em pó ou mais à gosto

1 colher de chá de noz moscada ralada ou mais à gosto

2 ovos grandes em temperatura ambiente

1 gema grande em temperatura ambiente

225g de creme de leite fresco

1 colher de sobremesa de extrato de baunilha

85g de chocolate meio-amargo picado

60g de creme de leite fresco [2]

Leve o cream cheese à batedeira, misturando-o até que esteja macio. Acrescente o açúcar e bata até incorporar. Com a batedeira desligada, adicione o purê de abóbora, as especiarias e o extrato de baunilha. Bata até que tudo esteja bem homogêneo. lembre-se de raspar a superfície e o fundo da tigela com uma espátula de silicone. Isso impede que sobre massa não misturada. 

Leve o cream cheese à batedeira, misturando-o até que esteja macio. Acrescente o açúcar e bata até incorporar. Com a batedeira desligada, adicione o purê de abóbora, as especiarias e o extrato de baunilha. Bata até que tudo esteja bem homogêneo. lembre-se de raspar a superfície e o fundo da tigela com uma espátula de silicone. Isso impede que sobre massa não misturada. 

Acrescente os ovos e a gema, um a um, com a batedeira em velocidade baixa. Aguarde até que cada um deles seja incorporado à massa antes de adicionar o outro. Pare de bater. Reserve. 

Acrescente os ovos e a gema, um a um, com a batedeira em velocidade baixa. Aguarde até que cada um deles seja incorporado à massa antes de adicionar o outro. Pare de bater. Reserve. 

Aqueça o creme de leite no fogo até que ameace levantar fervura. Verta-o sobre o chocolate picado e aguarde 5 minutos antes de misturar os dois ingredientes. 

Aqueça o creme de leite no fogo até que ameace levantar fervura. Verta-o sobre o chocolate picado e aguarde 5 minutos antes de misturar os dois ingredientes. 

Com a massa de abóbora pronta e o chocolate derretido, incorporado ao creme de leite e frio, separe uma xícara da mistura de cream cheese numa outra tigela e adicione o chocolate derretido. Misture delicadamente até que fique homogêneo. 

Com a massa de abóbora pronta e o chocolate derretido, incorporado ao creme de leite e frio, separe uma xícara da mistura de cream cheese numa outra tigela e adicione o chocolate derretido. Misture delicadamente até que fique homogêneo. 

Agora é a hora da montagem. Com a base assada e já fria, as duas massas prontas e o forno já aquecido a 150 Celsius, coloque água para ferver, suficiente para encher uma forma retangular pela metade. 

Agora é a hora da montagem. Com a base assada e já fria, as duas massas prontas e o forno já aquecido a 150 Celsius, coloque água para ferver, suficiente para encher uma forma retangular pela metade. 

Coloque a massa de abóbora por cima da camada de biscoito, deixando uma quantidade próxima a de uma xícara reservada para fazer o marmorizado. Com uma colher de sopa, distribua a massa de chocolate por cima da de abóbora, como na foto acima. Tá vendo como a quantidade quase tampa a superfície da primeira camada? Foi aqui que eu cometi o meu erro. Se você reservar uma xícara da massa de abóbora pra intercalar com a de chocolate, você vai garantir um resultado próximo ao que obtive da primeira vez que fiz. É só colocá-la com uma colher de sopa, nos intervalos entre uma porção de chocolate e a outra. 

Coloque a massa de abóbora por cima da camada de biscoito, deixando uma quantidade próxima a de uma xícara reservada para fazer o marmorizado. Com uma colher de sopa, distribua a massa de chocolate por cima da de abóbora, como na foto acima. Tá vendo como a quantidade quase tampa a superfície da primeira camada? Foi aqui que eu cometi o meu erro. Se você reservar uma xícara da massa de abóbora pra intercalar com a de chocolate, você vai garantir um resultado próximo ao que obtive da primeira vez que fiz. É só colocá-la com uma colher de sopa, nos intervalos entre uma porção de chocolate e a outra. 

Aqui, como o meu marmorizado acabou se tornando uma camada-cobertura de chocolate. O que eu deveria ter conseguido era o resultado abaixo:

Aqui, como o meu marmorizado acabou se tornando uma camada-cobertura de chocolate. O que eu deveria ter conseguido era o resultado abaixo:

Aqui, a cheesecake pronta para ir ao forno da primeira vez que fiz. Na forma de cm que usei da segunda vez, a xícara reservada da massa de abóbora será adicionada às colheradas, como a de chocolate, nos espaços entre as porções marrons. Com isso, fazer o efeito marmorizado com o palito será bem mais interessante e próximo do desta foto. Para fazê-lo, divida a forma em 4 quadrantes imaginários. Afunde um palito para churrasco na massa do primeiro quadrante a ser trabalhado, com cuidado para não danificar a camada de biscoito. Com a ponta dele submersa, escreva a letra L cursiva várias vezes, para que as duas cores de massa se entrelacem, criando desenhos. Quando achar que já está bom neste quadrante, gire a forma e repita o processo. Assim sucessivamente, até que termine. Dê algumas leves batidas da forma contra a bancada, pra assentar a massa e eliminar possíveis bolhas de ar. 

Aqui, a cheesecake pronta para ir ao forno da primeira vez que fiz. Na forma de cm que usei da segunda vez, a xícara reservada da massa de abóbora será adicionada às colheradas, como a de chocolate, nos espaços entre as porções marrons. Com isso, fazer o efeito marmorizado com o palito será bem mais interessante e próximo do desta foto. Para fazê-lo, divida a forma em 4 quadrantes imaginários. Afunde um palito para churrasco na massa do primeiro quadrante a ser trabalhado, com cuidado para não danificar a camada de biscoito. Com a ponta dele submersa, escreva a letra L cursiva várias vezes, para que as duas cores de massa se entrelacem, criando desenhos. Quando achar que já está bom neste quadrante, gire a forma e repita o processo. Assim sucessivamente, até que termine. Dê algumas leves batidas da forma contra a bancada, pra assentar a massa e eliminar possíveis bolhas de ar. 

Leve a cheesecake ao forno, já com a forma cheia de água quente na grade de baixo, por aproximadamente 1 hora e quinze. Ela estará pronta quando as bordas estiverem firmes, mas o centro ainda estiver faltando um pouco pra cozinhar. Para ver o ponto, bata a mão levemente na porta do forno fechado e veja como a superfície se comporta. Se o centro tremer levemente, está ok. Desligue o forno, coloque uma colher de pau entreabrindo a porta dele e deixe a cheesecake dentro por mais 1 hora. Faça o teste do palito, que deverá sair limpo. Coloque sobre uma grade para esfriar. Leve a geladeira até o dia seguinte. 

Leve a cheesecake ao forno, já com a forma cheia de água quente na grade de baixo, por aproximadamente 1 hora e quinze. Ela estará pronta quando as bordas estiverem firmes, mas o centro ainda estiver faltando um pouco pra cozinhar. Para ver o ponto, bata a mão levemente na porta do forno fechado e veja como a superfície se comporta. Se o centro tremer levemente, está ok. Desligue o forno, coloque uma colher de pau entreabrindo a porta dele e deixe a cheesecake dentro por mais 1 hora. Faça o teste do palito, que deverá sair limpo. Coloque sobre uma grade para esfriar. Leve a geladeira até o dia seguinte. 

Na receita original, recomendam que o bolo seja servido com chantilly. Eu servi só a cheesecake e acho que é suficiente! O sabor é incrível e, se você conseguir fazer um bom marmorizado, o visual também. 

Na receita original, recomendam que o bolo seja servido com chantilly. Eu servi só a cheesecake e acho que é suficiente! O sabor é incrível e, se você conseguir fazer um bom marmorizado, o visual também. 

Bolo de aniversário americano ou Birthday Cake da Christina Tosi.

A primeira vez que ouvi falar da Christina Tosi foi num programa do David Chang, para o The Mind of a Chef. Ela é a chef confeiteira responsável pelo Momofuku Milkbar e tornou-se um case de sucesso recentemente, porque suas criações são consideradas inusitadas, sem deixar de lado o rol de clássicos da confeitaria americana. Explico: pra mim, a grande sacada da chef foi ter investido no paladar um tanto quanto infantil dos americanos quando se fala em bolos, biscoitos e tortas. Ela busca sabores em reminiscências da infância e em produtos industriais consagrados, criando novos modos de fazer e apresentar seu trabalho. Mas ela vai além disso, incluindo ingredientes diferentes ou em outros estágios de maturação e aplicando-os de maneira inusitada. Pra você ter uma idéia, ela fez cookies com fubá, nos quais eu me inspirei na primeira receita publicada no blog. Nada demais? Não para os norte-americanos, ela muito sucesso com a receita! Aqui, milho é ingrediente de pratos salgados, até o Corn Cake (bolo de fubá) deles é salgado, como um pão, comumente um acompanhamento para sopas e pratos com caldos mais ricos.

Com a receita que une inovação e resgate de sabores da infância, além de muito trabalho e dedicação, ela foi de confeiteira de uma lojinha a dona de um império que produz bolos (e outras delícias) despachados para os quatro cantos do país, cada um custando em média 100 dólares. E ela é, também, desde a última temporada, jurada do Masterchef EUA, ao lado de Gordom Ramsay e Grant Elliot . Achei a história dela muito interessante e comecei a prestar atenção a tudo que saía sobre na internet. E aí, um dia, apareceu este bolo na minha timeline

A apresentação dele é bem divertida e me fez lembrar aquele bolo formigueiro, que minha mãe fazia pra gente quando éramos crianças. Eu fiquei encantada com a idéia de usar uma massa pintainha. Tentei me lembrar se já tinha visto um bolo recheado cuja massa fosse a do formigueiro e não consegui. A vontade de fazer foi imediata, mas ainda me faltava uma ocasião especial como um aniversário: o meu ainda está um pouquinho longe. Aí outubro chegou e a Val, boa amiga que fiz aqui em Miami, fez aniversário. Daí resolvi fazer uma festinha pra ela, comemorar e fazer o bolo - que a esta altura já estava me consumindo.

Eu a a Val já dividimos alguns momentos bem marcantes neste período de expatriadas e acabamos ficando muito próximas. Ao ponto da filhinha dela me chamar de Tia Paula e me incluir na lista de amiguinhos da festinha de aniversário, toda gracinha, porque "Tia Paula is my friend". Val é uma mulher e mãe incrível, elegante, de uma simplicidade que traz conforto e oferece abrigo, além de fotografar com uma sensibilidade ímpar. No fim, a comemoração era mais pela minha sorte de ter encontrado nela uma amiga estando tão longe de casa. Era uma excelente oportunidade de podermos celebrar, juntas, um aniversário dela. Até porque, em breve, nos mudaremos de Miami e cada uma vai para um país diferente. 

A receita pode parecer complicada por conta da quantidade de passos a cumprir, até que o bolo fique pronto. Na verdade é mais uma questão de organização do que de complicar a receita. Outra coisa que eu acho bem interessante no trabalho da Christina é que a apresentação dos doces é bem prática, sem muita frescura e bordados. Nada mais americano que praticidade, né? Gostei disso e quis tentar. 

Acabei fazendo algumas modificações na receita original. Alguns dos ingredientes não são comuns de serem usados na minha cozinha:

  • Usei granulados coloridos com corantes naturais, o que fez com que o bolo não tivesse a massa salpicada de cores tão vibrantes como as que você vê no bolo que ilustra a receita publicada na Bon Appetít, que usei de referência.
  • Substituí a essência transparente de baunilha pelo extrato de baunilha que eu já tenho em casa. Ele escurece um pouco a massa e o creme de recheio e cobertura, mas não vi motivos para comprar uma essência artificial, se podia usar o extrato. Entendo que um dos motivos pelos quais elas fez a escolha dos ingredientes era reproduzir o sabor do bolo feito pela mãe dela, com produtos pré-prontos. Porém achei que isso não seria um problema, já que não tenho a mesma memória afetiva que ela.
  • E, por último, usei manteiga no lugar da gordura vegetal. Aqui só é possível encontrar potes gigantes deste ingrediente e, depois de fazer este bolo, provavelmente não usaria isso pra mais nada. Não queria ter de jogar fora. Particularmente não gosto de sentir aquela capa de gordura que fica no céu da boca, quando se come produtos feitos com gordura vegetal. E, além disso, a manteiga é mais saborosa. 

Porém é importante alertar que substituições em receitas podem ser algo complicado, porque cada um tem uma razão de ser. Fiquei um pouco preocupada com a substituição da gordura vegetal, porque a manteiga derrete numa temperatura inferior à ela. Pensei que isso poderia ser um problema e até sonhei com o bolo desmontando na mesa durante a festa. Felizmente, isso não aconteceu. Mas tenho ar condicionado em casa. Numa cidade quente, dependendo do horário da festa e de quanto tempo o bolo ficará exposto na mesa antes de ser cortado, talvez seja prudente usar. Você pode fazer as etapas com antecedência, como eu fiz, e montar o bolo no dia anterior, para ele passar um tempo bom na geladeira. Mas se você quiser fazer tudo de uma vez e tiver um freezer onde caiba o bolo pronto, pode fazer também, desde que o bolo fique no freezer por 3 horas. Fora isso, eu o classifico como de relativa facilidade.

O sabor é de um bolo de aniversário de baunilha, bastante gostoso! Se você tiver condições de usar o sal moído na hora vai fazer diferença, porque os cristais no meio do bolo dão um toque salgadinho bem interessante! E os biscoitinhos também são um achado. Dão uma crocância fundamental na hora de comer o bolo.Vamos lá? Se quiser ter uma panorama geral do modo de preparo, aqui você pode ver a própria Christina fazendo o bolo (em inglês).

Bolo de aniversário com massa tipo formigueiro

Este bolo serviu bem umas 20 pessoas. 

Este bolo serviu bem umas 20 pessoas. 

Utensílios

uma assadeira retangular

Manteiga para untar a forma duas vezes

papel manteiga para forrar a forma

batedeira

pão duro ou espátula de silicone

Para a massa:

2 xícaras de farinha de trigo para bolo

1 e 1/2 colher de sobremesa de fermento em pó

3/4 colher de sobremesa de sal (preferência pelo grosso, moído na hora em grãos irregulares)

granulados coloridos a gosto

1/2 xícara de chá de buttermilk (leitelho*)

1/3 xícara de chá de óleo de girassol ou outro de sabor neutro

1 colher de sobremesa de extrato ou essência de baunilha

1 e 1/4 xícaras de açúcar refinado

1/2 de xícara de manteiga na temperatura ambiente

3 colheres de sopa rasas de açúcar demerara

3 ovos grandes

Tive de fazer uma receita e meia porque tanto a minha forma retangular, quando o meu aro de montagem são maiores dos que os pedidos na receita. 

Tive de fazer uma receita e meia porque tanto a minha forma retangular, quando o meu aro de montagem são maiores dos que os pedidos na receita. 

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 graus. Forre uma forma retangular de 33 X 22 cm (aproximadamente) com papel manteiga, untando com manteiga antes, pra grudar o papel, e untando depois por cima do papel. Reserve.

Misture farinha, fermento, sal e os granulados numa tigela grande. Eu outra, misture o leitelho com o óleo. 

Usando uma batedeira em velocidade média, bata o açúcar e a manteiga e até que se torne uma mistura fofa e esbranquiçada (aproximadamente 4 minutos). Com a batedeira trabalhando, junte o demerara e a baunilha. Adicione e os ovos, um a um, deixando a batedeira trabalhar um tempo entre eles, para que possam ser emulsionados na gordura. Se você adicionar tudo de uma vez, a mistura desanda.

Usando uma batedeira em velocidade média, bata o açúcar e a manteiga e até que se torne uma mistura fofa e esbranquiçada (aproximadamente 4 minutos). Com a batedeira trabalhando, junte o demerara e a baunilha. Adicione e os ovos, um a um, deixando a batedeira trabalhar um tempo entre eles, para que possam ser emulsionados na gordura. Se você adicionar tudo de uma vez, a mistura desanda.

Com uma espátula de silicone, raspe as laterais e o fundo da tigela de quando em quando, pra que a massa fique bem homogênea. Bata a mistura por mais 4 minutos, ou até que dobre de volume e fique bem leve, esbranquiçada e fofa. Reduza a velocidade da batedeira e adicione a mistura de leitelho e óleo em fio, bem devagar. Mais uma vez: se juntar tudo de uma vez, a mistura não ficará boa e poderá comprometer o resultado final. Bata um pouco para incorporar.

Com uma espátula de silicone, raspe as laterais e o fundo da tigela de quando em quando, pra que a massa fique bem homogênea. Bata a mistura por mais 4 minutos, ou até que dobre de volume e fique bem leve, esbranquiçada e fofa. Reduza a velocidade da batedeira e adicione a mistura de leitelho e óleo em fio, bem devagar. Mais uma vez: se juntar tudo de uma vez, a mistura não ficará boa e poderá comprometer o resultado final. Bata um pouco para incorporar.

Pare a batedeira, adicione os ingredientes secos de uma vez e ligue em velocidade baixa somente para misturar e agregar os ingredientes (algo em torno de 1 minuto).

Pare a batedeira, adicione os ingredientes secos de uma vez e ligue em velocidade baixa somente para misturar e agregar os ingredientes (algo em torno de 1 minuto).

A massa fica assim depois de todos os ingredientes incorporados. Olhando hoje eu acho que poderia ter colocado mais granulados na massa. 

A massa fica assim depois de todos os ingredientes incorporados. Olhando hoje eu acho que poderia ter colocado mais granulados na massa. 

Verta a massa na assadeira previamente untada e forrada. Com a ajuda a espátula, distribua a massa, nivelando-a na forma. É uma massa muito gostosa, com um gosto incrível de sorvete de creme e a consistência é bem espumosa, não se adapta à forma sem ajuda da espátula.

Verta a massa na assadeira previamente untada e forrada. Com a ajuda a espátula, distribua a massa, nivelando-a na forma. É uma massa muito gostosa, com um gosto incrível de sorvete de creme e a consistência é bem espumosa, não se adapta à forma sem ajuda da espátula.

Salpique granulados sobre a superfície da massa e leve-a ao forno por aproximadamente 35 minutos. Faça o teste do palito. Ele deverá sair úmido, mas limpo.

Salpique granulados sobre a superfície da massa e leve-a ao forno por aproximadamente 35 minutos. Faça o teste do palito. Ele deverá sair úmido, mas limpo.

A massa fica com o aspecto de pão de ló, mas depois que você desenforma verifica que ela é até bem densa. Coloque a forma quente sobre uma grade, de modo que entre a forma e a superfície fique um colchão de ar. Dessa forma o bolo esfria mais rápido. 

A massa fica com o aspecto de pão de ló, mas depois que você desenforma verifica que ela é até bem densa. Coloque a forma quente sobre uma grade, de modo que entre a forma e a superfície fique um colchão de ar. Dessa forma o bolo esfria mais rápido. 

Uma vez fria, é hora de cortar o que serão as camadas do bolo. Vire o bolo sobre uma superfície limpa e lise e retire o papel manteiga com cuidado. Raspe o resíduo que ficar no papel. Você poderá precisar dele e, se não, pode comê-lo depois. Delícia! 

Uma vez fria, é hora de cortar o que serão as camadas do bolo. Vire o bolo sobre uma superfície limpa e lise e retire o papel manteiga com cuidado. Raspe o resíduo que ficar no papel. Você poderá precisar dele e, se não, pode comê-lo depois. Delícia! 

Com um aro de 15 cm de diâmetro, corte as camadas da montagem. O bolo dá pra cortar duas fatias: uma perfeita e uma quase. Se você observar bem, verá que a fatia cortada que ainda está junto dos outros pedaços tem uma pequena imperfeição. Não tem problema! Depois de montado, não aparece. As sobras de massa vão compor a camada intermediária, o que vai demandar seus conhecimentos e habilidades de quebra-cabeças. 

Com um aro de 15 cm de diâmetro, corte as camadas da montagem. O bolo dá pra cortar duas fatias: uma perfeita e uma quase. Se você observar bem, verá que a fatia cortada que ainda está junto dos outros pedaços tem uma pequena imperfeição. Não tem problema! Depois de montado, não aparece. As sobras de massa vão compor a camada intermediária, o que vai demandar seus conhecimentos e habilidades de quebra-cabeças. 

Eu fiz o bolo com 3 dias de antecedência. Por isso, depois de cortado, eu embrulhei as camadas em plástico filme, uma a uma, pra colocar na geladeira. aproveitei pra já deixar mais ou menos esquematizado o quebra-cabeças da camada de retalhos. Achei o período de geladeira importante porque a massa ficou mais fácil de usar, mais firme. Na hora de montar, isso fez diferença! 

Eu fiz o bolo com 3 dias de antecedência. Por isso, depois de cortado, eu embrulhei as camadas em plástico filme, uma a uma, pra colocar na geladeira. aproveitei pra já deixar mais ou menos esquematizado o quebra-cabeças da camada de retalhos. Achei o período de geladeira importante porque a massa ficou mais fácil de usar, mais firme. Na hora de montar, isso fez diferença! 

Para os Crumbles ou as pedrinhas de biscoito que enfeitam e recheiam o bolo.

3/4 de xícara de chá de farinha de trigo para bolo

1/2 xícara de chá de açúcar refinado

2 colheres de sopa rasas de açúcar demerara

2 colheres de sopa cheias de granulados coloridos

1/2 xícara de chá de fermento químico em pó

1/2 colher de chá de sal (preferencialmente do grosso, moído na hora e em grão irregulares)

1/4 xícara de chá de óleo de girassol ou outro óleo de sabor neutro

1 colher de sopa de extrato ou essência de baunilha.

Modo de fazer: pré-aqueça o forno a 150 graus celsius. Forre uma assadeira com papel manteiga ou tapete de silicone. Reserve.

Misture a farinha de trigo, os açúcares refinado e demerara, granulados, fermento em pó e o sal numa tigela.

Misture a farinha de trigo, os açúcares refinado e demerara, granulados, fermento em pó e o sal numa tigela.

Adicione o óleo e misture rapidamente com a mão, até que se forme uma farofa e não sobre nenhum ingrediente sem misturar.

Adicione o óleo e misture rapidamente com a mão, até que se forme uma farofa e não sobre nenhum ingrediente sem misturar.

Aperte punhados desta farofa nas mãos, formando bolinhos de formatos irregulares. Procure fazer isso com toda a farofa, para que você tenha bastante biscoitos irregulares pra usar no recheio e na cobertura.

Aperte punhados desta farofa nas mãos, formando bolinhos de formatos irregulares. Procure fazer isso com toda a farofa, para que você tenha bastante biscoitos irregulares pra usar no recheio e na cobertura.

Distribua estas pedrinhas de biscoito sobre a forma que deixou preparada, de modo que haja espaço entre elas, para que assem por igual. Leve ao forno por aproximadamente 12 minutos, ou até que ganhem cor levemente dourada.

Distribua estas pedrinhas de biscoito sobre a forma que deixou preparada, de modo que haja espaço entre elas, para que assem por igual. Leve ao forno por aproximadamente 12 minutos, ou até que ganhem cor levemente dourada.

Retire do forno e deixe esfriar. Reserve. Fiz as pedrinhas com 2 dias de antecedência e acondicionei-as em um saco plástico com fecho do tipo zíper. Pode manter fora da geladeira, mesmo.  

Retire do forno e deixe esfriar. Reserve. Fiz as pedrinhas com 2 dias de antecedência e acondicionei-as em um saco plástico com fecho do tipo zíper. Pode manter fora da geladeira, mesmo.  

Creme de manteiga e cream cheese

1/2 xícara de manteiga sem sal, em temperatura ambiente

1/4 xícara de manteiga sem sal

60g de cream cheese em temperatura ambiente

2 colheres de sopa de glucose de milho 

1 colher de sopa e meia de essência ou de extrato de baunilha

1 1/4 xícaras de açúcar impalpável

1/2 colher de sal

1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio

1/2 colher de sobremesa de suco de limão

Modo de fazer: 

Bata a manteiga e o  cream cheese , usando o batedor tipo raquete, até que a mistura esteja macia e fofa, algo em torno de 3 minutos. Raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone e reduza a velocidade. Adicione a glucose de milho e a baunilha, batendo bem por aproximadamente 3 minutos. Raspe as paredes da vasilha novamente e pare a batedeira. Adicione o açúcar impalpável, o sal, bicarbonato de sódio, o suco de limão e bata, na velocidade mais baixa que puder, até que tudo se incorpore ao creme. Aumente a velocidade e bata até que fique esbranquiçado e fofo (aproximadamente 4 minutos). Reserve.    Montagem :   Para deixar o bolo úmido:   1/4 xícara de leite integral  1 colher de chá de baunilha (se você achar que já tem baunilha demais, pode usar só o leite).

Bata a manteiga e o cream cheese, usando o batedor tipo raquete, até que a mistura esteja macia e fofa, algo em torno de 3 minutos. Raspe as laterais da tigela com uma espátula de silicone e reduza a velocidade. Adicione a glucose de milho e a baunilha, batendo bem por aproximadamente 3 minutos. Raspe as paredes da vasilha novamente e pare a batedeira. Adicione o açúcar impalpável, o sal, bicarbonato de sódio, o suco de limão e bata, na velocidade mais baixa que puder, até que tudo se incorpore ao creme. Aumente a velocidade e bata até que fique esbranquiçado e fofo (aproximadamente 4 minutos). Reserve. 

Montagem

Para deixar o bolo úmido: 

1/4 xícara de leite integral

1 colher de chá de baunilha (se você achar que já tem baunilha demais, pode usar só o leite).

Junte todos os ingredientes do bolo: as fatias cortadas, o creme para recheio e cobertura, os biscoitos e o leite (que eu esqueci de colocar pra tirar a foto). 

Junte todos os ingredientes do bolo: as fatias cortadas, o creme para recheio e cobertura, os biscoitos e o leite (que eu esqueci de colocar pra tirar a foto). 

Dentro do aro que você usou para cortar as 3 camadas de bolo, coloque uma folha de acetato ou plástico transparente, próprio para confeitaria. Surpreendentemente eu tive dificuldades para encontrar isso aqui em Miami. Acho que se estivesse em Brasília teria sido mais fácil. Acabei usando um plástico transparente e mais grosso, que dificultou um pouco a montagem. Coloque a camada com aquela pequena falha lateral na base do bolo e molhe-a com a mistura de leite integral e extrato de baunilha. 

Dentro do aro que você usou para cortar as 3 camadas de bolo, coloque uma folha de acetato ou plástico transparente, próprio para confeitaria. Surpreendentemente eu tive dificuldades para encontrar isso aqui em Miami. Acho que se estivesse em Brasília teria sido mais fácil. Acabei usando um plástico transparente e mais grosso, que dificultou um pouco a montagem. Coloque a camada com aquela pequena falha lateral na base do bolo e molhe-a com a mistura de leite integral e extrato de baunilha. 

Coloque o creme com uma colher e espalhe com as costas dela, ou use um saco de confeitar. Logo acima do creme vai uma parte dos biscoitinhos e um pouco de granulado. 

Coloque o creme com uma colher e espalhe com as costas dela, ou use um saco de confeitar. Logo acima do creme vai uma parte dos biscoitinhos e um pouco de granulado. 

A segunda camada é a de quebra-cabeças. O mais importante aqui é que os pedaços que serão usados nas laterais que ficarão aparentes precisam ser muito bem colocados para que não apareça a emenda. Uma dica! No miolo da camada eu tentei colocar o máximo de massa entre os pedaços soltos, pra ficar uma fatia inteira. Hoje eu faria um pouco diferente e deixaria alguns espaços entre os pedaços pra serem preenchidos com o recheio. Digo isso porque, na hora de cortar, alguns pedaços caíram porque não estavam colados entre si, apenas encaixados. Vai por mim, da forma como estão dispostos na foto das camadas guardadas fica bom. O recheio vai fazer o papel de cola e preencher os espaços, 

A segunda camada é a de quebra-cabeças. O mais importante aqui é que os pedaços que serão usados nas laterais que ficarão aparentes precisam ser muito bem colocados para que não apareça a emenda. Uma dica! No miolo da camada eu tentei colocar o máximo de massa entre os pedaços soltos, pra ficar uma fatia inteira. Hoje eu faria um pouco diferente e deixaria alguns espaços entre os pedaços pra serem preenchidos com o recheio. Digo isso porque, na hora de cortar, alguns pedaços caíram porque não estavam colados entre si, apenas encaixados. Vai por mim, da forma como estão dispostos na foto das camadas guardadas fica bom. O recheio vai fazer o papel de cola e preencher os espaços, 

Finalize as camadas e cubra o bolo. Leve-o à geladeira por no mínimo 24 horas, ou ao freezer por 3 horas. Na hora de servir, retire o acetato/plástico com cuidado e, se precisar, dê uma ajeitadinha nas laterais com uma espátula metálica. Decore o topo do bolo com os biscoitos mais bonitos que você separou e coloque as velas. Agora, é só cantar:

Saudamos o grande dia
em que hoje comemoras
Seja a casa onde moras
a morada da alegria
o refúgio da ventura!
Feliz aniversário!!! (Manuel Bandeira)

Shrimp Rolls: um sanduíche fresco, com a cara de um dia de calor.

Apesar de os registros históricos dizerem que o Lobster Roll, um sanduíche de carne quente de lagosta cozida em manteiga, ter sido criado no estado de Connecticut; foi o estado do Maine - também na região da Nova Inglaterra -, que ficou associado a este sanduíche famoso nos EUA. Tudo bem que lá houve uma alteraçãozinha na receita: a criação do sanduíche frio e a utilização do pão de cachorro-quente tostado e aberto em cima, mas tudo bem. E por que eu estou falando de lagosta se a receita é com camarão? Adaptação, é claro!

Sanduíche de recheio frio, normalmente servido com batata chips, fritas palito ou outro tipo de batata que você quiser.

Sanduíche de recheio frio, normalmente servido com batata chips, fritas palito ou outro tipo de batata que você quiser.

O camarão é muito mais fácil e barato de encontrar no Brasil que a lagosta, portanto eu pensei que a receita agradaria a mais gente. E também porque eu AINDA não criei coragem de matar a minha própria lagosta, muito embora já tenha ajudado a matar galinha, peixe, pato e porco na casa dos meus avós. Eu resolvi deixar mais pra frente o dia em que eu matarei um Sebastião. :(

Bom, este sanduíche é TU-DO! Fácil, saboroso, bonito e tem a cara de dias quentes, quando você pode acompanhá-lo com um vinho Chardonnay. Como não poderia faltar uma complicaçãozinha na minha receita, eu decidi fazer também o pão. É claro que se você conhecer um lugar que venda um excelente pão de cachorro-quente, pode comprar e pular esta etapa. Mas eu quis fazer o pão porque este foi um dos mais complicados que aprendi na faculdade. Caiu na minha prova prática, eu perdi alguns pontos na avaliação (quando o professor esquarteja o pão na sua frente pra saber se foi enrolado direito ou se ficou algum buraco de ar e se abriu na emenda debaixo) e nunca mais o fiz. Engraçado ver que pão de cachorro-quente seja complicado de fazer, né? Eu nunca dei valor, até aprender a fazer. Hoje tiro o chapéu pra um pão desses bem feito. No mais, a receita é muito boa, o pão é super macio e todo mundo elogiou! 

Eu fiz algumas alterações no recheio. Normalmente elas pedem para que os camarões sejam fervidos em água. Eu preferi salteá-los temperados no azeite, acho que ficam mais saborosos. Há muitas variações, como em todo clássico, desde aqueles onde somente a carne do crustáceo é servida envolvida em maionese temperada, outras onde coloca-se pepino fresco no recheio, outras com salsão... O milho-verde eu resolvi colocar porque é uma combinação muito corriqueira por aqui e que não vemos com muita facilidade no Brasil. Além disso, acrescentei o alho no tempero do camarão, que fez toda a diferença. O importante é que os camarões sejam graúdos, frescos e estejam íntegros, que possam ser cortados em 3 ou 4 pedaços iguais e ainda assim ficarem pedaçudos. Nada de cortar demais a carne e ficar parecendo carne moída, heim? Vamos lá!

Shrimp Roll (rendimento: 10 sanduíches)

Pão (massa de viena):

1 kg de farinha de trigo

40g de fermento biológico fresco

550ml de água

10g de leite em pó

100g de manteiga sem sal

20g de sal

60g de açúcar refinado

10g de aditivo (eu não usei, é opcional).

Modo de preparo: 

Dissolva o açúcar, o fermento e o leite em pó na água. Misture os demais ingredientes secos à metade da farinha. Acrescente 500g de farinha e leve pra bater na batedeira em velocidade baixa, até incorporar. Acrescente mais 250g de farinha de trigo à massa, que ainda estará muito mole e pegajosa. Aguarde incorporar. Adicione mais 100g e verifique a textura. Eu não precisei usar os 150g restantes aqui, mas usei um pouco da farinha na hora de abrir. acredito que minha massa ficou boa com 900g de farinha*. Adicione a manteiga em pedaços pequenos, até que se dissolvam na massa. 

Dissolva o açúcar, o fermento e o leite em pó na água. Misture os demais ingredientes secos à metade da farinha. Acrescente 500g de farinha e leve pra bater na batedeira em velocidade baixa, até incorporar. Acrescente mais 250g de farinha de trigo à massa, que ainda estará muito mole e pegajosa. Aguarde incorporar. Adicione mais 100g e verifique a textura. Eu não precisei usar os 150g restantes aqui, mas usei um pouco da farinha na hora de abrir. acredito que minha massa ficou boa com 900g de farinha*. Adicione a manteiga em pedaços pequenos, até que se dissolvam na massa. 

O ponto certo é quando a massa desgruda das laterais da tigela e do gancho batedor e não deixa nenhum resíduo de manteiga. É possível você segurar a massa nas mãos e ela não grudar nelas. Deixe a massa descansar numa tigela coberta com filme plástico, até que dobre de volume. 

O ponto certo é quando a massa desgruda das laterais da tigela e do gancho batedor e não deixa nenhum resíduo de manteiga. É possível você segurar a massa nas mãos e ela não grudar nelas. Deixe a massa descansar numa tigela coberta com filme plástico, até que dobre de volume. 

Corte a massa em pedaços de 100 gramas. A minha rendeu pouco mais de 1.500g. Boleie os pedaços cortados, como no  vídeo .

Corte a massa em pedaços de 100 gramas. A minha rendeu pouco mais de 1.500g. Boleie os pedaços cortados, como no vídeo.

Com a ajuda de um rolo, abra a massa em formato oval para poder enrolar os pães. 

Com a ajuda de um rolo, abra a massa em formato oval para poder enrolar os pães. 

Enrole a massa sobre si mesma aos poucos, apertando cada volta com a base da mão, para que o miolo fique bem fechadinho. Ao terminar de enrolar, belisque as bordas para emendar o pão direitinho, pra ele não correr o risco de abrir enquanto estiver crescendo ou assando.

Enrole a massa sobre si mesma aos poucos, apertando cada volta com a base da mão, para que o miolo fique bem fechadinho. Ao terminar de enrolar, belisque as bordas para emendar o pão direitinho, pra ele não correr o risco de abrir enquanto estiver crescendo ou assando.

Aqui, os pães já enrolados e crescidos. Note que eles crescem bem e que quando você os estiver dispondo na assadeira eles deverão guardar um espaço igual ao rolinho entre eles, para poder crescer e grudarem uns nos outros. Aqui dá pra ver que a superfície dos meus pães ficou meio feiosa (minha avaliação pelo aspecto não seria das melhores, muito embora eu tenha conseguido corrigir outros erros cometidos na minha prova: o miolo do pão e as emendas ficaram perfeitos! Na terceira vez eu acerto!). Acontece que eu os deixei crescer com um filme plástico por cima, o que deu este efeito esquisito. Eu fiz dois pães de hambúguer com as sobras da massa e deixei-os crescer sem nenhum proteção. Ficaram lisos e lindos. Portanto, não cubra os pães. Deixar exposto pra criar uma película na massa, enquanto ela cresce, é melhor que cobrir.  

Aqui, os pães já enrolados e crescidos. Note que eles crescem bem e que quando você os estiver dispondo na assadeira eles deverão guardar um espaço igual ao rolinho entre eles, para poder crescer e grudarem uns nos outros. Aqui dá pra ver que a superfície dos meus pães ficou meio feiosa (minha avaliação pelo aspecto não seria das melhores, muito embora eu tenha conseguido corrigir outros erros cometidos na minha prova: o miolo do pão e as emendas ficaram perfeitos! Na terceira vez eu acerto!). Acontece que eu os deixei crescer com um filme plástico por cima, o que deu este efeito esquisito. Eu fiz dois pães de hambúguer com as sobras da massa e deixei-os crescer sem nenhum proteção. Ficaram lisos e lindos. Portanto, não cubra os pães. Deixar exposto pra criar uma película na massa, enquanto ela cresce, é melhor que cobrir.  

Assim que os pães estiverem crescidos, asse-os a 180 celsius por aproximadamente 20 minutos. Eu usei um termômetro de espetar na massa (entre todas as bordas dos pães) pra verificar se estava assado. 65 graus Celsius é a temperatura quando o amido começa o processo de gelatinização. Portanto, esta é a temperatura de referência. 

*É importante você ir acrescentando a farinha aos poucos, pra ir avaliando a massa. Se coloca tudo de uma vez, corre o risco de a massa ficar muito seca e precisar acrescentar água. Consertar uma massa seca é mais difícil que acertar uma massa mole com farinha. 


Recheio:

40 Camarões grandes, descascados e limpos.

q/n azeite de oliva.

3 dentes de alho espremido.

sal e pimenta do reino à gosto.

3 talos de salsão picados finamente.

200g de milho verde cozido.

1 cebola roxa picada em cubinhos pequenos.

maionese à gosto.

suco de 1 limão tahiti.

folhas de dill/endro picadinhas à gosto.

ciboullete picadinho pra finalizar.

Batata chips de boa qualidade. As temperadas com sal e vinagre vão muito bem!

Modo de Preparo: Tempere os camarões com sal, pimenta do reino e alho espremido. aqueça uma frigideira grande. Coloque azeite de oliva e imediatamente os camarões, uns 10 por vez. Deixe um minuto e vire-os, deixando por metade do tempo. O ponto do camarão é muito rápido de alcançar. A carne passa de meio-transparente pra branca-opaca rapidamente. Assim que o lado em contato com a frigideira estiver rosado e levemente dourado, vire e deixe o outro lado atingir o mesmo ponto, por 30 segundos aproximadamente. Retire-os e reserve-os em uma tigela de metal. Repita o processo com o restante dos camarões, até que acabem. 

Volte todos os camarões pra frigideira pra que cozinhem um pouquinho mais, se você achar que ainda tem um ou outro que não chegou ao ponto. Mas faça isso bem rapidinho pra não passar do ponto e ficar borrachudo. Coloque-os todos em uma tigela com tampa e leve-os à geladeira até que possa fazer o recheio pra colocar nos pães, o que deverá ser feito imediatamente antes de servir.

Volte todos os camarões pra frigideira pra que cozinhem um pouquinho mais, se você achar que ainda tem um ou outro que não chegou ao ponto. Mas faça isso bem rapidinho pra não passar do ponto e ficar borrachudo. Coloque-os todos em uma tigela com tampa e leve-os à geladeira até que possa fazer o recheio pra colocar nos pães, o que deverá ser feito imediatamente antes de servir.

Logo que estiver pronto pra servir, retire os camarões cozidos da geladeira, corte-os em 3 ou 4 partes iguais e acrescente o milho, o salsão, o dill, a cebola e a maionese (suficiente só para envolver os pedaços do recheio, nada de entupir de molho! Misture bem os ingredientes numa vasilha, coloque o suco de limão e incorpore. Prove o tempero e ajuste o sal e a pimenta do reino. Tenha a cebolinha já picadinha pra finalizar os sanduíches.

Montagem:

O pão para este sanduíche deve ser cortado, preferencialmente, no topo e não na lateral, como fazem para o hot-dog comum. Se você for comprar o pão, observe se eles já vêm cortados. Não é que seja obrigatório cortar o pão desse jeito, mas a apresentação fica muito mais bonita! 

Faça os cortes nos pães. Passe manteiga nas laterais e leve-os para tostar os dois lados numa chapa ou frigideira dos dois lados. Abra o pão e sirva bastante recheio, sem que caia nada para os lados. Polvilhe a cebolinha por cima, coloque a batata ao lado e tarã! Só servir e esperar o povo de derramar em elogios. 

Cookies de Aveia, côco e chocolate amargo.

Eu tive a sorte de nascer e crescer numa época onde ainda se faziam muitos dos quitutes pra família em casa. Vi minha avó fazer pães, roscas, biscoitos e toda uma sorte de guloseimas - em sua grande maioria "from scratch" -, da mesma maneira que a minha mãe os fazia, e também as empregadas que trabalharam lá em casa. Mas esse também foi um tempo onde os produtos industrializados começaram a tornar-se mais acessíveis e assumirem uma aura de "comida especial de fim de semana". Barras de chocolate não tomavam metade de um corredor de supermercado como hoje em dia e eram caras. Lembro de minha mãe comprar uma barra de chocolate ao leite de 200g e reparti-la igualmente entre a gente ao fim de um almoço de domingo e ainda fazer render o suficiente para uma próxima vez. Ela descolava o papel vermelho pacientemente na nossa frente e tinha cuidado ainda maior com o papel alumínio para não rasgar, fazendo a gente quase morrer de tanta ansiedade. Chocolate era tão especial e caro nesta época que foi praticamente impossível ter um bolo feito ou recheado de chocolate nas nossas festinhas infantis. De toda forma, a industrialização da comida foi rápida e a gente começou a ter acesso a um monte de coisa que a gente nem sabia que existia. 

Minha fase foodie começou com guloseimas assim. Coisas de supermercado, produtos diferentes, um biscoito aqui, outro lá, embalagens coloridas. O tempo passou e uma das novidades que surgiram no mercado brasileiro foram os cookies, biscoitos rústicos americanos normalmente com pedaços graúdos de chocolate na massa. Os primeiros que provei eu achei deliciosos, até ter acesso à receitas, replicá-los em casa, e descobrir que os industrializados eram de uma enganação sem fim. 

Cookies não são os biscoitos mais bonitos que você viu por aí. Na maioria das vezes, eles parecem massa de bolo que escorreu pra fora da forma e acabou assando no assoalho do fogão. Mas eles são gostosos. E quando você aprende a fazê-los em casa e percebe o quão fácil é, esquece automaticamente de qualquer produto industrializado que você possa gostar. E o mais legal é que uma receita excelente pra se fazer com crianças.

Aqui nos EUA, é normal encontrar biscoitos enormes, maiores que um pires de chá, oferecidos como sobremesa nos restaurantes. Eu não acho-os tão atrativos em tamanho gigante, gosto mais dos pequenos, justamente porque quanto maiores os cookies, mais feiosos eles são. Há várias possibilidades de sabores para estes biscoitos. A primeira receita do Blog foi uma bem diferente e gostosa, com ingredientes bem mineiros. Usando a mesma receita de base, alterei os ingredientes pra fazer este aqui. A base da receita é manteiga batida com açúcar e um agente agregador, como farinha de trigo, fubá ou outros cereais. Assim que você a domina, a imaginação é o limite. E não é nenhum bicho de sete cabeças, eu juro!

Desde que provei um parecido com este no Zak que eu venho querendo tentar replicá-lo em casa. Ele tem tudo o que um bom cookie deveria ter: crocância, perfume, leveza, sabor e ingredientes melhores que um comum feito com farinha processada de trigo. A textura lembra um pouco uma barrinha de cereal sequinha e pode ser feito com as gotas de chocolate amargo, como usei aqui, ou com uvas/bananas passa que devem ficar ótimas também.

Cookie de Aveia, Côco e Chocolate Amargo (rendimento: 24 cookies pequenos)

120g de manteiga sem sal em ponto pomada

130g de açúcar mascavo

canela em pó à gosto

1 ovo inteiro

180g de aveia em flocos

45g de côco ralado fino e seco

6g de fermento em pó

30g de farinha de trigo integral

80g de chocolate amargo picado 

5g de sal kosher (ou sal grosso moído na hora. O importante é serem cristais irregulares e médios, pra dar contraste de sabor. Se não tiver, pode er o refinado mesmo).

Modo de fazer:

Aqueça o forno a 180 Celsius. Bata a manteiga e o açúcar mascavo até que a mistura dobre de tamanho e fique uma mistura fofa. Eu cometi um erro de execução aqui e misturei o açúcar nos demais ingredientes secos. Não fez a receita dar errado, mas o ideal é bater o açúcar com a manteiga pra incorporar ar e distribuir bem o açúcar na massa. 

Aqueça o forno a 180 Celsius. Bata a manteiga e o açúcar mascavo até que a mistura dobre de tamanho e fique uma mistura fofa. Eu cometi um erro de execução aqui e misturei o açúcar nos demais ingredientes secos. Não fez a receita dar errado, mas o ideal é bater o açúcar com a manteiga pra incorporar ar e distribuir bem o açúcar na massa. 

O próximo passo é incorporar o ovo à mistura de manteiga. Bata o ovo como se fosse fazer uma omelete e acrescente-o aos poucos, com a bateira ligada em velocidade baixa. Pra emulsionar o ovo na gordura é preciso que isso seja feito devagar. Se você colocar o ovo de uma vez, vai ver que os dois vão custar a juntar. Se isso acontecer e o aspecto da mistura ficar talhado, aqueça um pouco a tigela da batedeira (eu costumo usar minhas mãos mesmo, enquanto a batedeira funciona, mas vc pode levá-la ao fogo um instante e voltar pra batedeira. Claro que se for fazer isso a tigela da sua batedeira deverá ser resistente ao fogo. Nada de plástico derretido nesta receita, heim? Uma vez incorporado o ovo, bata até a massa ficar bem fofa. É hora de adicionar todos os outros ingredientes secos, já misturados. Deixe os ingredientes em pedaços pra adicionar depois. 

O próximo passo é incorporar o ovo à mistura de manteiga. Bata o ovo como se fosse fazer uma omelete e acrescente-o aos poucos, com a bateira ligada em velocidade baixa. Pra emulsionar o ovo na gordura é preciso que isso seja feito devagar. Se você colocar o ovo de uma vez, vai ver que os dois vão custar a juntar. Se isso acontecer e o aspecto da mistura ficar talhado, aqueça um pouco a tigela da batedeira (eu costumo usar minhas mãos mesmo, enquanto a batedeira funciona, mas vc pode levá-la ao fogo um instante e voltar pra batedeira. Claro que se for fazer isso a tigela da sua batedeira deverá ser resistente ao fogo. Nada de plástico derretido nesta receita, heim? Uma vez incorporado o ovo, bata até a massa ficar bem fofa. É hora de adicionar todos os outros ingredientes secos, já misturados. Deixe os ingredientes em pedaços pra adicionar depois. 

Misture bem até que tudo se incorpore direitinho. Adicione as gotas de chocolate e o sal e misture rapidamente pra distribuir na massa. Está pronto.

Misture bem até que tudo se incorpore direitinho. Adicione as gotas de chocolate e o sal e misture rapidamente pra distribuir na massa. Está pronto.

Forre uma assadeira com um tapete de silicone ou papel manteiga. Nos EUA eles usam uma colher, como a de sorvete, pra fazer as bolinhas dos  cookies . Você pode usar uma colher simples, enrolar nas mãos como um doce, ou fazer um rolo e cortar fatias, como na receita do  cookie  de fubá. 

Forre uma assadeira com um tapete de silicone ou papel manteiga. Nos EUA eles usam uma colher, como a de sorvete, pra fazer as bolinhas dos cookies. Você pode usar uma colher simples, enrolar nas mãos como um doce, ou fazer um rolo e cortar fatias, como na receita do cookie de fubá. 

Faça isso até terminar a massa. Leve ao forno por aproximadamente 15 minutos a 180 Celsius.

Faça isso até terminar a massa. Leve ao forno por aproximadamente 15 minutos a 180 Celsius.

Retire os cookies da assadeira e ponha-os sobre uma grade pra que possam esfriar. Estes foram submetidos à várias pessoas no meu trabalho, todas elas americanas. Todo mundo elogiou bastante! Faz em casa! ;)

Retire os cookies da assadeira e ponha-os sobre uma grade pra que possam esfriar. Estes foram submetidos à várias pessoas no meu trabalho, todas elas americanas. Todo mundo elogiou bastante! Faz em casa! ;)

Eu cheguei à esta receita comendo o biscoito que fazem no Zak e identificando os ingredientes. Cheguei bem perto do dele, ficou inclusive mais gostoso. Eu só colocaria mais uma especiarias diferentes além da canela pra dar um tchan a mais. Fica a dica! 

 

Corn Pudding: um acompanhamento delicioso pra um frango assado.

Ao contrário do que muita gente pensa, a comida norte-americana não se resume ao Fast-Food. É claro que o que chega até nós, por meio dos restaurantes de cadeia, é o símbolo da comida ruim e barata, envolvida em marketing de primeira linha e gordura de quinta, cujo objetivo é vender um estilo de vida e não comida de verdade. Mas isso é assunto pra outro post

A Southern-Food é uma das comidas mais representativa do país. Fazendo um comparativo meio forçado, é algo como as comidas mineira e goiana: muita gordura, preparos simples e muitos saborosos. Em vários aspectos é possível fazer a comparação, porque a comida do sul tem ingredientes muito conhecidos por nós: quiabo, milho, feijão, frango... A maneira de preparo dos ingredientes é bem diferente da nossa, em alguns pratos salgados usa-se açúcar (como no Baked Beans, uma herança inglesa que pode fazer um brasileiro passar vergonha ao encher o prato com um feijão lindo, brilhante, vermelhinho e... doce!). Mas é a comida mais relacionada com a memória afetiva do estadunidense, aquela que aparece nas poucas reuniões familiares que ocorrem durante o ano. Desde que chegamos aqui e eu pude experimentar melhor a comida, eu morri de amores. 

Segunda vez que comemos, fiz em porções individuais. 

Segunda vez que comemos, fiz em porções individuais. 

Na verdade, meu primeiro contato com esta comida foi ainda na faculdade de gastronomia, na cadeira de Cozinhas Internacionais. Foi o princípio de um interesse que me persegue até hoje, pois não me canso de procurar receitas, assistir seriados e programas sobre o assunto, testar os pratos em casa e fazer viagens para provar tudo o que posso. A fila tá grande e precisa diminuir. A intenção é despejar tudo aqui.

Esta receita eu fiz pela primeira vez para o jantar de Thanksgiving do ano passado e ela fez bastante sucesso. Nós ainda não tivemos a sorte de passar a festividade numa casa norte-americana de verdade e o mais próximo que chegamos disso foi quando almoçamos no Mrs. Wilkes Dining Room. Mas eu decidi fazer a ceia pra ver como era o trabalho todo e testar algumas receitas que eu vinha colecionando fazia tempo. Eu até tirei fotos da mesa e dos pratos, mas achei-as tão mal tiradas para o blog que resolvi deixar pra apresentar os pratos individualmente, em outra ocasião. 

A primeira vez que fiz, para o jantar de  Thanksgiving . Eu sabia que tinha de fazer algum prato com milho e esta receita me pegou de jeito desde que a descobri. Foi um sucesso tão grande que acabou primeiro que os outros acompanhamentos.

A primeira vez que fiz, para o jantar de Thanksgiving. Eu sabia que tinha de fazer algum prato com milho e esta receita me pegou de jeito desde que a descobri. Foi um sucesso tão grande que acabou primeiro que os outros acompanhamentos.

O Corn Pudding é um prato que localiza-se entre o suflê brasileiro e o molho branco com vegetais. Normalmente, a palavra pudding refere-se a sobremesas, como o mais tradicional que é como um mingau de maisena, ou o Bread Pudding que é bem gostoso e usa sobras de pão. Mas há algumas receitas salgadas, como essa aqui. A base é de creme de leite e a receita leva ovos na finalização, deixando a consistência final parecida com a de um suflê brasileiro, só que mais úmido. Como um gratinado. E dos bons! Esta receita eu achei por acaso e ela me encheu a boca d'água desde a primeira vez. Como a maioria dos pratos de acompanhamento sulistas, é bastante fácil de fazer. Vai muito bem com aves assadas. Na segunda vez que fiz, comemos como prato principal junto com uma saladinha e ficou muito bom também. 

Gratinado de Milho, presunto cru e champignons (rendimento: 6 a 8 porções)

3 colheres de sopa de manteiga, e um pouco mais para untar a forma.

1 xícara de chá de queijo parmesão ralado fino

2 xícaras de chá de cogumelos frescos, tipo champignons ou portobelo fatiados finos

sal e pimenta do reino moída na hora

4/5 espigas de milho ou 2 xícaras de milho debulhado e picado grosseiramente, para aumentar a superfície de liberação do amido (se for usar espigas, você pode ralar o milho ao invés de cortar. O objetivo é ter um milho picado grosseiramente).

1 xícara e meia de cebola cortada em cubinhos pequenos

2 colheres de sobremesa de farinha de trigo

2/3 de xícara de chá de creme de leite fresco

2/3 de xícara de chá de leite integral

85 gramas de presunto cru fatiado fino e picado em pedaços

3 ovos grandes batidos

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte um refratário grande ou ramekins pequenos com manteiga e coloque um pouco do queijo ralado por cima, espalhando-o para que grude na manteiga. Reserve.

Derreta uma colher de manteiga numa frigideira grande em fogo médio. Adicione os cogumelos fatiados, uma pitada de sal e deixe-os dourar sem mexer muito - quanto mais você mexê-los, mais água eles irão soltar. Quando estiverem bem dourados, retire-os do fogo e reserve.

Derreta a manteiga restante e refogue as cebolas entre 8 a 10 minutos, sem deixar dourar. Misture sempre. O ponto correto é quando ela ficar translúcida. Adicione a farinha de trigo e misture rapidamente, formando um roux. Adicione o milho cortado/ralado grosseiramente e misture constantemente, até que o milho fique amarelinho e que o líquido seque. Adicione o presunto picado, 3/4 de xícara de queijo ralado e os cogumelos salteados. Coloque o creme de leite e mexa constantemente, até que o líquido reduza bastante. Adicione o leite e misture por aproximadamente 3 minutos, até que os sabores se incorporem. Corrija o tempero com sal e pimenta. 

Nesta segunda vez eu substituí a cebola branca por alho poró porque eu tinha um em casa pedindo pra ser usado. Os dois funcionam muito bem, mas eu achei que a cebola dá um adocicado no sabor que fica mais interessante.

Nesta segunda vez eu substituí a cebola branca por alho poró porque eu tinha um em casa pedindo pra ser usado. Os dois funcionam muito bem, mas eu achei que a cebola dá um adocicado no sabor que fica mais interessante.

Tempere os ovos batidos com sal e pimenta. Verta-os sobre a mistura e incorpore-os rapidamente com a colher, para que não cozinhem com o calor antes de dissolvidos. Transfira a receita para o refratário untado, coloque o restante do queijo ralado por cima e leve ao forno já aquecido. Asse até que o centro da travessa esteja firme e o queijo dourado.

Antes de entrar no forno.

Antes de entrar no forno.

Observação: A receita original pede para colocar o refratário dentro de uma forma alta e enchê-la até à metade com água quente, pra evitar que os ovos coagulem rápido demais, fazendo furinhos no resultado final. Eu preferi não fazê-lo e deixar rústico mesmo. Caso decida tentar, o tempo de forno aumentará consideravelmente. Se for a travessa grande, algo em torno de 40 minutos. 

Sirva acompanhando frango assado, ou coma como um suflê, acompanhado de saladinha verde.

Gumbo: o prato síntese da história do Estado da Louisiana.

Eu sempre tive uma queda por Nova Orleans. Acho que foi o gosto por Jazz que me ligou à cidade onde eu sonhava passar o Mardi Gras um dia. A notícia da passagem do Katrina pela cidade e seu rastro de destruição me abalou e o desejo se intensificou. Em 2010, Treme, série da HBO sobre a reconstrução de um bairro de NOLA após o desastre, foi uma boa maneira de saber que a cidade resistiria e renasceria mais forte e isso só aguçou ainda mais minha vontade de ir. E aí, eu vim parar em Miami. E pra chegar à "The Big Easy", foi um pulo. A história dessa viagem merece um post à parte que virá a seu tempo.

Antes disso, no curso de gastronomia, ouvi falar de Gumbo pela primeira vez. E provei. Aprendemos os segredos do prato que agrega uma quantidade incrível de culturas diferentes, presentes em técnicas de preparo, ingredientes e temperos. Ao provar o prato, lá veio a minha memória afetiva me dizer que aquilo tudo era muito semelhante à "comida mineira" que se come na casa de minha mãe. Eu dou graças ao fato de ter sido, quase sempre, muito boa de garfo e curiosa em provar coisas diferentes. Tenho pena das crianças de hoje em dia, submetidas aos "Kids Menu" dos restaurantes, quase sempre comendo peito de frango e uma quantidade imensa de carboidratos simples, enquanto a comida de verdade, aquela que ajudaria a construir seus paladares, fica restrita ao prato dos adultos (por enquanto! Será que teremos adultos comendo isso a vida inteira? Tenho medo...). 

Lá em casa costumamos comer feijão, quiabo com baba, angu, frango ensopado ou carne moída refogada com molho, e limão. A porção de arroz está sempre à disposição, mas com excessão de meu irmão mais novo, quase ninguém o come: o gostoso é o resultado de uma prepação que você faz ao seu modo, no seu prato, com as quantidades necessárias para que a receita atenda seu gosto. Meu prato não fica igual ao do meu pai, que começa colocando bastante pimenta no prato. O de minha irmã também fica muito diferente, porque ela põe mais quiabo que feijão e não costuma por limão. E minha mãe também tem a sua forma de comer, fazendo uma mistura à sua maneira, não sem antes comer o feijão sozinho, como se fosse caviar. Nossa "comida mineira" é algo tão tradicional e único, que quando acontece de termos convidados para o almoço no dia em que é servida, tomamos o cuidado de explicar antes que eles presenciarão um ritual tradicional. Podem não gostar, mas têm de respeitar. E sim, podem comer da forma que querem, sem precisar copiar os donos da casa. Porque, infelizmente, não são todos que gostam de quiabo, muito menos quando ele é propositadamente preparado pra ficar com baba, que faz toda a diferença! Já tivemos alguns que não gostaram de ver uma família comendo comida sem arroz, cheia de quiabo, usando um garfo. E narizes torceram-se. 

O Gumbo me lembrou isso. Ao menos o que eu provei naquele dia. Só que acho que eu me deixei levar pela comparação com a comida de casa e contaminei minha memória do Gumbo. Que só fui confrontar quando estive em Nova Orleans, em 2013. E era muito diferente! O fato é que existem vários tipos do prato. Normalmente, apesar de haverem vários tipos de carne que podem ser utilizadas no preparo, quando você pergunta qual o tipo que determinada pessoa faz, a resposta virá do espessante: quiabo, roux ou Filé Powder (não é pó de filé, heim? É folha de Sassafrás moída! Hahahaha). O Gumbo consiste num ensopado bastante rico, apimentado, com texturas que vão das mais ralas às mais encorpadas, com carnes variadas - inclusive frutos do mar, cozido por muito tempo para desenvolver sabor. E que, como nossa Feijoada, fica melhor feito de véspera. É comido por todos, dos mais pobres aos mais ricos. E é o prato símbolo da história da Louisiana.

A receita que resolvi fazer foi a que encontrei no site do The Guardian, que heresia! Eu gostei de como a colunista pesquisou sobre o prato e de como ela conta quanto tempo aguardou pra fazer um Gumbo, escondendo-se atrás das desculpas de falta de ingredientes. Me identifiquei e resolvi fazer. E, pra ser bastante sincera, a receita se aproximou bastante das que provei na The Crescent City. Pra não quebrar a regra e para lembrar de casa, acabei incluindo uns feijões no último minuto. Mas como minha cota de heresias já tinha encerrado, optei por usar feijões vermelhos, ingredientes de outro prato típico do estado e queridinho de Louis Armstrong: Red Beans and Rice. 

Gumbo com linguiça Andouille, frango e feijão vermelho.

Há várias maneiras de servir o Gumbo. Por cima de quantidade generosa de arroz ou usando-o só pra fazer um charme. Aqui, o ensopado prevalece e o arroz está em quantidade suficiente pra complementar. Mas não absorve o molho todo.

Há várias maneiras de servir o Gumbo. Por cima de quantidade generosa de arroz ou usando-o só pra fazer um charme. Aqui, o ensopado prevalece e o arroz está em quantidade suficiente pra complementar. Mas não absorve o molho todo.

(serve 4 a 5 pessoas)

2 coxas e sobrecoxas de frango

Pimenta Caiena à gosto

50g de farinha de trigo

pimenta do reino moída na hora, à gosto

sal refinado à gosto

50 ml de óleo de girassol

1 cebola média, cortada em cubos pequenos

1 pimentão verde cortado em cubos

1 talo de salsão picado em cubos

1 litro de caldo de frango (frio)

2 folhas de louro

100g de quiabo cortado em rodelas

200g de linguiça andouille defumada, ou outra linguiça apimentada que tiver

1/2 colher de chá de Tabasco

380g de feijão vermelho cozido e escorrido

arroz branco, para acompanhar

Modo de preparo:

Tempere o frango com as pimentas caiena e do reino e o sal. Deixe-o coberto, por 30 minutos, antes de usar.

Tempere o frango com as pimentas caiena e do reino e o sal. Deixe-o coberto, por 30 minutos, antes de usar.

Enquanto aguarda o tempo de descanso do frango, corte os vegetais. Como nem sempre é possível encontrar quiabo fresco por aqui, eu usei congelado. E tb usei salsão congelado, porque sobrou de uma preparação que não usou o maço inteiro. Separe os outros ingredientes e pese a farinha de trigo. Deixe tudo separado pra usar.

Enquanto aguarda o tempo de descanso do frango, corte os vegetais. Como nem sempre é possível encontrar quiabo fresco por aqui, eu usei congelado. E tb usei salsão congelado, porque sobrou de uma preparação que não usou o maço inteiro. Separe os outros ingredientes e pese a farinha de trigo. Deixe tudo separado pra usar.

Aqueça, em fogo médio, uma panela grossa ou de fundo grosso até que atinja a temperatura alta. Coloque o óleo e imediatamente depois, o frango. Cuidado pra não se queimar no processo, coloque o frango delicadamente pra não espirrar óleo. Doure as pernas de frango dos dois lados. Reserve.

Aqueça, em fogo médio, uma panela grossa ou de fundo grosso até que atinja a temperatura alta. Coloque o óleo e imediatamente depois, o frango. Cuidado pra não se queimar no processo, coloque o frango delicadamente pra não espirrar óleo. Doure as pernas de frango dos dois lados. Reserve.

Doure as linguiças da mesma forma. reserve.

Doure as linguiças da mesma forma. reserve.

Para fazer o  roux , que é um espessante francês à base de farinha de trigo e gordura em proporções iguais, verta a farinha de trigo na gordura que ficou na panela. Prefiro misturar com um fouet porque acho mais fácil controlar o cozimento do roux com este utensílio.      DICA: Para fazer  roux  clássico e manter na geladeira pra uso cotidiano, separe partes iguais de manteiga e farinha de trigo. Derreta a manteiga numa panela e junte a farinha logo em seguida, como mostrado no passo-a-passo aqui. Para fazer  roux  claro, com mais poder espessante, aguarde uns 5 minutos, mexendo sempre. Retire da panela e deixe esfriar antes de levar à geladeira. 

Para fazer o roux, que é um espessante francês à base de farinha de trigo e gordura em proporções iguais, verta a farinha de trigo na gordura que ficou na panela. Prefiro misturar com um fouet porque acho mais fácil controlar o cozimento do roux com este utensílio. 

 

DICA: Para fazer roux clássico e manter na geladeira pra uso cotidiano, separe partes iguais de manteiga e farinha de trigo. Derreta a manteiga numa panela e junte a farinha logo em seguida, como mostrado no passo-a-passo aqui. Para fazer roux claro, com mais poder espessante, aguarde uns 5 minutos, mexendo sempre. Retire da panela e deixe esfriar antes de levar à geladeira. 

Será o roux quem determinará a cor do caldo do Gumbo. Portanto, você precisa ficar um tempo misturando os ingredientes, em fogo baixo, até atingir a cor desejada. A autora da receita sugere usar a cor de chocolate ao leite como referência.  Aqui ele está na metade do caminho.

Será o roux quem determinará a cor do caldo do Gumbo. Portanto, você precisa ficar um tempo misturando os ingredientes, em fogo baixo, até atingir a cor desejada. A autora da receita sugere usar a cor de chocolate ao leite como referência. Aqui ele está na metade do caminho.

Acabei optando por não escurecer mais o  roux  por 2 motivos: Primeiro porque quanto mais escuro, menor será seu poder espessante. Segundo porque ainda teria de juntar os vegetais ao preparo e esperar até que perdessem líquido e murchassem. Essa foi a coloração final que usei. Ao final, achei o caldo muito ralo e adicionei  roux  comum que tenho na geladeira, já pronto. Usei 1 colher de sopa pra engrossar um pouco mais. O resto, foi o quiabo quem fez.

Acabei optando por não escurecer mais o roux por 2 motivos: Primeiro porque quanto mais escuro, menor será seu poder espessante. Segundo porque ainda teria de juntar os vegetais ao preparo e esperar até que perdessem líquido e murchassem. Essa foi a coloração final que usei. Ao final, achei o caldo muito ralo e adicionei roux comum que tenho na geladeira, já pronto. Usei 1 colher de sopa pra engrossar um pouco mais. O resto, foi o quiabo quem fez.

Coloque os vegetais cortados na panela e mexa sempre, até que murchem e fiquem macios. Adicione o caldo frio ao roux quente, aos poucos, mexendo sempre. O contraste de temperatura no roux é muito importante porque evita que o molho empelote. Aqui no caso, como o roux está quente, o líquido está frio. Ao final, quando o Gumbo já estava quase pronto e eu quis engrossar um pouco mais o molho, usei o roux gelado em cubinhos que tenho guardado. Já o líquido, estava fumegando. 

Junte as coxas de frango reservadas e o louro. Ajuste o sal um pouco, só pra que o caldo não fique sem graça enquanto cozinha o frango. Tampe e cozinhe por aproximadamente 1 hora e meia. Retire as perna de frango cozidas e desfie-as grosseiramente. Retorne a carne para o ensopado. Adicione o quiabo e a linguiça cortada em rodelas e cozinhe por mais 45 minutos. Cheque os temperos e ajuste-os antes de servir. Coloque os feijões, aguarde que os grãos se aqueçam e sirva imediatamente. Vai bem com vinho tinto leve, do tipo Pinot Noir. 

Meatloaf: um clássico americano.

Dia desses tive a missão de preparar um jantar em homenagem um amigo super-carnívoro. Eu costumo reparar nas preferências das pessoas quando vamos a restaurantes e ele sempre pede carne onde quer que vá. Então, quando decidimos fazer o jantar, eu já sabia qual seria a proteína principal. 

Busco inspiração para montagem de cardápios nas preferências e na história de quem vou receber. Como ele fez intercâmbio nos EUA quando adolescente - e, segundo seu pai, foi de onde ele voltou resolvido sobre o que gostaria de fazer profissionalmente - achei que fazer um jantar inspirado na comida americana seria uma boa. E como receberíamos a família toda dele (esposa e filha, além de seus pais que haviam acabado de chegar para visitá-los), percebi que tinha de ser algo simples e saboroso, como toda reunião familiar deve ser. Não teríamos lugar para todos sentarem-se à mesa, portanto uma carne mais fácil de cortar era a melhor opção.

Morando em Miami, temos tido a oportunidade de experimentar bastante a comida do sul do país. Seja nos ótimos restaurantes neo-americanos que a cidade oferece, seja em nossas recentes viagens. Rapidamente surgiu a idéia de fazer um Meatloaf. Normalmente este "bolo de carne" é algo bem caseiro e até meio sem graça - a depender da receita e da destreza do cozinheiro. Mas há um movimento de valorização da "Southern Food" por aqui e não é raro encontrar Meatloaf nos cardápios dos restaurantes mais badalados. Por isso, eu quis fazer uma receita que tivesse uma apresentação impecável e que fosse muito saborosa ao mesmo tempo. Inspirada numa receita que minha mãe faz em casa - e que ela chama de falso lombo - encontrei a receita perfeita para realizar o prato do jeito que eu queria. Fiz algumas alterações em relação à original. Portanto, quem for usar a original como referência lembre-se de verificar as diferenças entre elas. O resultado testado e aprovado por mim foi o que obtive com estas alterações.

Como parte do tempero da carne, você precisará fazer um refogado de cenoura, salsão e cebola  - que faz toda a diferença no sabor. O tempo de forno da receita inteira supera uma hora, mas se você tiver um termômetro para carnes, o resultado será mais confiável, eliminando o risco de servir a carne mal passada ou ressecada (por excesso de tempo no forno). Caso você não tenha o termômetro, use uma faquinha de ponta fina pra espetar a carne, até a profundidade de meio centímetro, numa das laterais. Retire a faca e pressione a carne com a lâmina posicionada abaixo do corte que você fez. Se o líquido que escorrer por cima da faca estiver transparente, o cozimento da carne está perfeito. Sempre importante lembrar que a superfície da carne tem de estar dourada.

Servido como um rocambole, recheado com presunto cru e espinafre. Há inúmeras opções de recheio, mas preferi usar o espinafre porque é muito comum encontrá-lo nos cardápios dos restaurantes daqui, como complemento às opções principais do menu. Nesta foto, servi com aspargos salteados no azeite.

Rocambole de Carnes (bovina e suína) recheado   Rendimento: 12 pessoas bem servidas

1 colher de sopa de óleo de canola

1 cebola grande finamente cortada

2 cenouras grandes raladas na parte fina

1 talo de salsão ralado na parte fina

2 dentes de alho espremidos

1 ovo inteiro

50g de panko ou farinha de rosca

2 colheres de sopa de mostarda Dijon

2 colheres de sopa de ketchup

2 colheres de sopa de molho inglês

1 colher de café de Tabasco

q/n sal e pimenta do reino moída na hora

1 quilo de carne suína, magra e moída

1 quilo de carne bovina, magra e moída

100g de presunto cru fatiado fino

1 colher de sopa de azeite de oliva

454g de espinafre lavado e seco

Modo de preparo: 

Numa frigideira média refogue o espinafre no azeite (método à italiana) até que as folhas murchem. Reserve numa travessa pra esfriar. Usando a mesma frigideira, refogue a cebola, a cenoura e o aipo no óleo de canola. Adicione uma pitada de sal para ajudar na desidratação dos vegetais. Baixe o fogo e mexa sempre, por aproximadamente 8 minutos, cuidando para não queimar. Quando eles estiverem bem murchos, com a cebola translúcida, adicione o alho espremido e refogue até que seu aroma se desprenda. Reserve em prato para esfriar. 

Numa tigela de metal grande, coloque as carnes. Adicione os vegetais refogados, a mostarda, o ketchup, o molho inglês, o Tabasco, o sal e a pimenta. Misture tudo fechando e abrindo os dedos, até que as carnes estejam incorporadas uma a outra. A partir disso, é preciso fazer um movimento de bater a carne para que o colágeno seja desenvolvido. Isso vai dar a liga necessária para que o bolo não se desmache. Este movimento consiste em pegar toda a massa de carne contida na travessa com uma das mãos, levantá-la até a altura que seu braço alcança e "lançá-la" de volta à travessa, com força. Batendo a carne várias vezes, é possível fazer com que ela se compacte e se una sem o uso excessivo de ovos e farinha de trigo/pão. Daí, adicione o ovo e a farinha de rosca. Misture a massa e bata-a novamente, até que forme uma bola só, sem despedaçar quando pegá-la.

Será preciso provar o tempero. Como há carne suína crua na mistura, a melhor maneira de fazer isso e pegar um pouco da massa, fazer uma bolinha e grelhar na frigideira até que esteja cozida. Ajuste o tempero, se necessário. Grelhe mais uma amostra e prove. 

Forre uma superfície limpa com duas folhas de plástico-filme, unidas pelas laterais. Coloque a carne por cima e espalhe, com a ajuda das mãos espalmadas, até que a massa esteja com a largura de um dedo. Coloque as fatias de presunto, uma ao lado da outra, até cobrir o meio da massa. Coloque o espinafre, tomando o cuidado de espremê-lo para retirar alguma possível umidade retida entre as folhas. Distribua o espinafre por cima das fatias de presunto. 

Corte as laterais de excesso de carne e junte os retalhos à parte de cima da massa, que servirá para fechar o rocambole. Assim:

Tempere o espinafre com sal e pimenta do reino moída na hora. Enrole o rocambole, começando pela parte de baixo, com a ajuda do filme plástico. Procure enrolar o mais firm possível, sem apertar demais a carne. Enrole até o final e feche o plástico ao redor do rolo, como se fosse um grande salame. Dê nós nas extremidades e leve o rolo à geladeira por aproximadamente 1 hora.

Preaqueça o forno a 210C/ 400F. Unte uma assadeira com azeite suficiente para que a carne n˜ao grude no fundo. Corte as extremidades do filme plástico e desenrole cuidadosamente o rocambole de carne na forma untada. Unte a carne com azeite e espete palitos de dente na superfície, assim: 

Isso evitará que o papel alumínio não grude na superfície da carne, colocando o acabamento da superfície em risco. Forre a assadeira com duas folhas de papel alumínio, com cuidado para que os palitos não perfurem o papel. Vede bem as laterais e leve a carne ao forno por meia hora. Terminado o tempo, retire as folhas de papel alumínio e os palitos e deixe a carne dourar no forno. Se for usar o termômetro para forno, esta é a hora de colocá-lo. Lembre-se de ajustá-lo para carne suína, para que ela seja cozida na temperatura adequada.

Se não tiver termômetro, marque mais meia hora de forno. Teste a carne lembrando o que escrevi acima: "Caso você não tenha o termômetro, use uma faquinha de ponta fina pra espetar a carne, até a profundidade de meio centímetro, numa das laterais. Retire a faca e pressione a carne com a lâmina posicionada abaixo do corte que você fez. Se o líquido que escorrer por cima da faca estiver transparente, o cozimento da carne está perfeito." Faça isso quantas vezes forem necessárias. 

Importante: para fazer um bom molho para esta carne, eu reduzi a um terço 1 litro de caldo de carne caseiro. Uma vez reduzido, juntei os sucos liberados pela carne durante a cocção. Eles poderão estar ressecados e grudados no fundo da assadeira. Para aproveitá-los, retire a carne da assadeira, verta um pouco do caldo reduzido sobre o fundo da assadeira e esfregue uma espátula de silicone até que tudo esteja derretido e homogêneo. Engrosse o molho com uma mistura de manteiga e farinha de trigo em partes iguais, deixando cozinhar até que não haja mais gosto de farinha de trigo crua e que a textura do molho esteja aveludada. Sirva imediatamente acompanhado de purê de batatas, batatas assadas e/ou arroz branco e vegetais salteados.

Biscuits: pãezinhos rápidos, de cebola e queijo, pro café da manhã.

Existe uma cadeia de restaurantes especializada em lagosta nos EUA. Nunca tinha ouvido falar, até que amigos de Brasília vieram passear com as filhas por aqui. Normalmente eu evito este tipo de restaurante porque a qualidade da comida, excessivamente padronizada e feita pra ser barata, é bastante questionável. Neste sentido, concordo com Alex Atala quando ele diz que se você paga 1 real por um cachorro quente ruim, isso é pagar caro! Restaurantes baratos se proliferam aos montes por aqui. Redes especializadas pra todos os gostos: carnes, frutos do mar, panquecas e café da manhã, sanduíches dos mais variados, massas, cheesecakes... Porém, é difícil encontrar entre as ofertas algum que realmente me satisfaça. De toda forma, conhecer a rede foi bacana por um motivo muito interessante. Você consegue imaginar um restaurante especializado em lagosta e demais frutos do mar, onde o melhor de tudo o que você pode comer é o pãozinho do couvert

Esqueça tudo o que é servido na rede: se fosse possível, você iria querer dormir numa cama cujo colchão fosse feito de Cheddar Bay Biscuits quentinhos, saídos do forno. Esses "pãezinhos" são tão famosos quanto a Cebolona do Outback. Pra ter-se uma idéia, no site da marca é possível ter acesso a diversas das receitas que são servidas na casa, mas se você quiser os biscuits, vai ter de ir a algum supermercado pra comprar o mix preparado e vendido pela rede. Como eu não sou fã de mix comprados prontos...

Os biscuits são servidos no sul dos EUA como acompanhamento para vários pratos ou no café da manhã. No restaurante de Southern Food a que fomos em Savannah/GA, eles eram servidos acompanhados de Gravy, uma espécie de molho americano que consiste em um caldo saborizado e espessado com farinha de trigo. O biscuit é leve, tão leve que desmancha na boca. Desde que eu os comi, sonhava em voltar à uma unidade qualquer só pedir porções dele pra me fartar. Que lagosta que nada!

Pensando nisso, resolvi pesquisar na internet uma receita bacana pra tentar reproduzi-los em casa. Achei várias, mas gostei dessa!

Este é o resultado de minha terceira tentativa com a receita. Em todas elas, o sabor estava incrível. Apenas precisei de uns ajustes para que ficasse do jeito que eu queria. 

Este é o resultado de minha terceira tentativa com a receita. Em todas elas, o sabor estava incrível. Apenas precisei de uns ajustes para que ficasse do jeito que eu queria. 

Fiz essa receita por 3 vezes. Na primeira tentativa, fiz algumas adaptações:

1) achei estranho pedirem manteiga derretida pra incorporar na massa e fiz com ela gelada. A massa lembra um pouco aquelas massas podres para empadas e quiches, só que com fermento. Portanto, recordando das massas podres que já fiz, resolvi que a manteiga teria de estar gelada pra que se evitasse com mais eficiência o desenvolvimento do glúten.

2) Eu não tinha buttermilk em casa, daí usei leite integral mesmo.

Como resultado, tive um pão gostoso, mas um tanto quanto seco. Outra coisa que resolvi experimentar foi colocar a massa na assadeira usando uma colher de massa para cookie (que no Brasil é usada para servir bolas de sorvete, pois tem uma espécie de pá que raspa a superfície da massa, descolando-a da colher). Com isso, o formato final ficou um pouco esborrachado. Meu marido comeu 6 de uma vez só!

Na segunda vez fiz a receita para receber minha mãe e minha tia, recém-chegadas de viagem. É uma receita tão rápida que fica pronta antes que uma fornada de pão de queijo seja feita. Desta vez, utilizei a manteiga como a receita pede, derretida. E comprei buttermilk*. O resultado foi muito melhor, a massa ficou bem mais leve. Resolvi enrolar os pães rapidamente com minhas mãos untadas com um pouco de manteiga derretida. O suficiente pra arredondar a massa. O formato final também ficou bem melhor. Minha mãe e tia adoraram, mas eu tive um problema de digestão com o alho em pó. "Lembrei-me" dele o dia todo!

Agora na última tentativa resolvi, de última hora, trocar o alho por cebola em pó. Também substituí 1/4 da farinha de trigo por fécula de batata. O resultado foi um "pãozinho" mais leve ainda e que não mandou lembranças durante o dia. No mais, corre pra cozinha!

"Pãezinhos" rápidos de cebola com queijo (rendimento: 10 pães, de aprox. 10 cm de diâmetro)

1 xícara e 3/4 de farinha de trigo

1/4 de xícara de fécula de batata

1 colher de sobremesa de açúcar

1 colher de sobremesa de fermento químico em pó (o que se usa pra bolos)

2 colheres de chá de cebola em pó (se não tiver ou não quiser usar, tudo bem)

1/2 colher de chá de sal

1/4 colher de chá de pimenta caiena em pó (opcional)

1 xícara de buttermilk*

1/2 xícara de manteiga sem sal, derretida

1 xícara e meia de queijo cheddar ralado grosso (pode ser parmesão, prato, do reino)

Para a finalização:

3 colheres de sobremesa de manteiga sem sal derretida

1 colher de sobremesa de salsinha fresca picada

1/2 colher de chá de cebola em pó

Modo de fazer: Aqueça o forno a 240 graus Celsius/ 450 fahrenheit . Prepare uma assadeira forrada com papel manteiga ou com tapete de silicone. Numa tigela, adicione os ingredientes secos na sequência em que aparecem na receita. Misture os ingredientes secos. 

Adicione a mistura de buttermilk e manteiga e o queijo ralado.   Misture rapidamente até que os ingredientes se incorporem.

Adicione a mistura de buttermilk e manteiga e o queijo ralado. Misture rapidamente até que os ingredientes se incorporem.

Esse é o ponto final da massa. Parece que ainda falta muito, mas é isso aí mesmo!

Esse é o ponto final da massa. Parece que ainda falta muito, mas é isso aí mesmo!

Enrole porções, usando uma colher de sopa, nas mãos untadas com manteiga e coloque-as separadas a uma distância de 2 dedos entre elas. Misture os ingredientes da cobertura e pincele os pães. Coloque um pouco de  sal kosher  (se tiver) acima de cada pãozinho. 

Enrole porções, usando uma colher de sopa, nas mãos untadas com manteiga e coloque-as separadas a uma distância de 2 dedos entre elas. Misture os ingredientes da cobertura e pincele os pães. Coloque um pouco de sal kosher (se tiver) acima de cada pãozinho. 

Asse-os por aproximadamente 15 minutos ou até que dourem. Sirva quente! 

*Butermilk: originalmente, o líquido que sobra ao bater-se manteiga. Hoje é encontrado pra vender nos supermercados americanos uma versão de leite fermentado, semelhante à uma coalhada. Para fazer uma substituição à altura, coloque uma colher de sopa de vinagre branco em 1 litro de leite integral. Aguarde talhar por 10 minutos.

Nunca é demais dizer: não desenvolver o glúten não significa a mesma coisa que gluten-free, ok? Se não pode comer glúten, faça um pão de queijo

Mix para Panquecas rápidas da Nigella.

Desde a primeira vez que eu vi Nigella Lawson em seus programas de TV, veiculados no Brasil pela GNT, eu quis desesperadamente ser como ela. Acho-a linda, prática e sexy, além de ela tratar a comida como algo extremamente prazeroso, como de fato é! Num mundo onde a maioria das mulheres escolhem salada de rúcula quando saem para jantar, ela é o motivo pra eu não me sentir tão deslocada porque gosto muito de comer. 

A primeira coisa que eu penso quando falo em panquecas é na minha infância. Nos desenhos animados da Disney e nos gibis, elas sempre apareciam como opção para o café da manhã da criançada. O curioso é que eu só fui prová-las pela primeira vez por meio desta receita, publicada no livro "Nigella Express".  A receita virou curinga na minha despensa e faz a alegria daqueles que vêm nos visitar em Miami. É uma receita muito simples e que pode ser feita rapidamente, porque você faz o mix com antecedência e o guarda a sete chaves. 

Porém, experimentei a clássica cobertura de Maple Syrup e confesso que não gostei muito. Sempre comemos frutas no café da manhã e quando faço panquecas gosto de deixá-las mais práticas e também mais saudáveis. Portanto o meu toque pessoal aqui está na adição do iogurte grego com as frutas vermelhas frescas e um nadinha de mel, só pra adoçar um tiquinho. A massa das panquecas leva pouco açúcar, têm gosto bastante neutro. Já as experimentei com ovo pochê, bacon e aspargos e também ficou excelente! 

Panquecas da Nigella

Nesta receita eu adicionei farinha de trigo integral à receita. Uns 40% do total. 

Nesta receita eu adicionei farinha de trigo integral à receita. Uns 40% do total. 

Mix seco

600g de farinha de trigo

3 colheres de sobremesa de fermento químico em pó

2 colheres de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de sal

40 gramas de açúcar

Para fazer as panquecas: (rendimento de 10 a 12 panquecas, dependendo do tamanho).

Separe 150g do mix. Guarde o restaurante em vasilha com tampa.

1 ovo grande

250ml de leite integral 

1 colher de sopa de manteiga sem sal derretida

Modo de preparo: numa tigela funda, coloque os 150g do mix. Coloque o ovo, o leite e misture rapidamente com um fouet, até que os ingredientes se incorporem uns aos outros. Derreta a manteiga numa frigideira antiaderente (eu gosto de deixá-la em ponto noisette, que é quando você deixa a manteiga dourar um pouco na panela. Ela desenvolve aroma de nozes e dá um sabor bem mais gostoso!) e verta-a sobre a massa, misturando mais um pouco. 

Aqui o momento de virar as panquecas. Você vai ter uma noção melhor de como é o processo ao assistir ao vídeo postado acima, com a própria Nigella explicando como fazer. No vídeo ela faz, antes das panquecas, uma calda de mirtilos com  maple syrup . Parece ser uma idéia legal, também. Se você quiser fazer mas não encontrar o Xarope de Bordo ( maple syrup  em Português), você pode colocar as frutinhas numa panela com um pouco de açúcar em fogo baixo, até os mirtilos estourarem e formarem uma calda. Pode ser necessária a adição de um pouco de água. Ou, vinho do porto! ;) Se não tiver mirtilos, use morango. Ou amoras. Ou manga. Ou a geléia que vc tiver na geladeira diluída em um tiquinho de água. 

Aqui o momento de virar as panquecas. Você vai ter uma noção melhor de como é o processo ao assistir ao vídeo postado acima, com a própria Nigella explicando como fazer. No vídeo ela faz, antes das panquecas, uma calda de mirtilos com maple syrup. Parece ser uma idéia legal, também. Se você quiser fazer mas não encontrar o Xarope de Bordo (maple syrup em Português), você pode colocar as frutinhas numa panela com um pouco de açúcar em fogo baixo, até os mirtilos estourarem e formarem uma calda. Pode ser necessária a adição de um pouco de água. Ou, vinho do porto! ;) Se não tiver mirtilos, use morango. Ou amoras. Ou manga. Ou a geléia que vc tiver na geladeira diluída em um tiquinho de água. 

Na mesma frigideira (passe um papel toalha pra limpar a sobra de manteiga, para que ela não queime e prejudique o sabor), usando uma concha (daquelas de servir feijão) faltando um dedo de massa pra encher, despeje a massa na frigideira quente. A massa vai começar a borbulhar por causa do fermento e do bicarbonato. Porém, a panqueca só estará pronta para ser virada quando estas bolhas estourarem e ficarem buraquinhos no lugar delas. É sinal de que a massa está cozida e que pode ser virada e dourada rapidamente do outro lado. Retire a panqueca da frigideira e vá depositando uma acima da outra, num prato, até que a massa acabe. Isso faz com que elas se mantenham quentinhas. Terminadas as panquecas, divida-as nos pratos em que serão servidas, adicione uma colher de sopa de iogurte grego sem sabor no topo e decore com as frutas vermelhas (pode ser qualquer fruta. Pode adicionar banana picadinha na massa. Pode adicionar gotas de chocolate na massa. Vale experimentar! Minha mãe já comeu uma com Banana e Cream Cheese na massa que estava ótima!).

Apple Pie: dando graças à mistura de maçã, açúcar e canela.

Quando eu era criança, tentava criar na minha cabeça o aroma de uma torta de maçãs saindo quentinha do forno. Assistindo aos desenhos animados da Disney, perdi a conta de quantas vezes desejei entrar na televisão para comer um pedaço daquela torta. Adorava a representação do perfume que te alcança como um longo braço, te dando uma bela bofetada na cara e fazendo perder a noção de tudo o que está ao seu redor. Eu passei boa parte da minha juventude desejando apenas um naco daquela torta, que sempre me pareceu muito apetitosa. E até hoje, quando sinto o aroma de algo que parece estar delicioso, me lembro da alegoria do braço perfumado em busca de um nariz desavisado.

Fonte: http://www.grundoon.com/Mickey_Mouse_mystery_files/littlewhirlwind1.jpg

Fonte: http://www.grundoon.com/Mickey_Mouse_mystery_files/littlewhirlwind1.jpg

Sempre gostei muito de maçãs, principalmente das de polpa mais firme e sabor ácido, como a Fuji e as Granny Smith. Aqui nos EUA, tenho descoberto algumas outras variedades tão gostosas quanto, como a Pink Lady , a HoneyCrisp e a MacIntosh, maçã favorita do Steve Jobs - não por acaso, nome da linha mais bem sucedida de computadores da Apple.

Maçãs Granny Smith (verdes) e Fuji. As mais ácidas e firmes são ideais para fazer tortas e bolos. 

Maçãs Granny Smith (verdes) e Fuji. As mais ácidas e firmes são ideais para fazer tortas e bolos. 

Há dois anos participei do meu primeiro Thanksgiving. Fomos convidados a passá-lo em casa de amigos, que por sua vez encomendaram toda a comida num restaurante. Eu estava planejando fazer os pratos que se costuma comer nesta festividade típica dos EUA e fiquei um pouco desapontada de não tentar nenhuma receita por conta do convite. Daí, resolvi fazer uma Apple Pie clássica para saciar a minha curiosidade infantil desbravando uma típica receita americana.

apple pie.JPG

A receita publicada aqui é do site de um dos meus parques de diversões aqui em Miami, a Williams-Sonoma. É uma loja tão linda e eu sou capaz de passar horas a fio passeando por lá. O site também é bastante interessante e, por conta do fluxo intenso de brasileiros por aqui, já faz vendas online com entrega em terras tupiniquins. No mais, é isso! Prepare-se para ter a casa perfumadíssima! Difícil vai ser conseguir esperar a torta esfriar pra cortar um pedaço e comer com um bom sorvete de creme. Lá vai:

 

American Apple Pie

Para a massa:

240g de farinha de trigo

60g de farinha de trigo integral

226g de manteiga sem sal gelada

15g de sal refinado

30g de açúcar refinado

45ml (ou mais) de água filtrada bem gelada

Preparo:

Misture os ingredientes secos numa tigela grande e alta. Corte os tabletes de manteiga em pedaços pequenos e junte-os aos secos.

Misture os ingredientes secos numa tigela grande e alta. Corte os tabletes de manteiga em pedaços pequenos e junte-os aos secos.

Com um  cornet , pique os pedaços de manteiga rapidamente, misturando-os com os ingredientes, até formar uma farofa. Transfira esta farofa para uma superfície de trabalho limpa e faça um buraco no meio dela. Vá adicionando a água gelada aos poucos, à medida em que mistura tudo com o  cornet .

Com um cornet, pique os pedaços de manteiga rapidamente, misturando-os com os ingredientes, até formar uma farofa. Transfira esta farofa para uma superfície de trabalho limpa e faça um buraco no meio dela. Vá adicionando a água gelada aos poucos, à medida em que mistura tudo com o cornet.

Depois, é só   fresar   a massa, ou seja, espremê-la contra a superfície riscando-a de modo a unir os ingredientes sem muito trabalho mecânico.

Depois, é só fresar a massa, ou seja, espremê-la contra a superfície riscando-a de modo a unir os ingredientes sem muito trabalho mecânico.

Una a massa toda depois da primeira fresa. Provavelmente ela estará pouco uniforme ainda.

Una a massa toda depois da primeira fresa. Provavelmente ela estará pouco uniforme ainda.

Frese   novamente e só mais essa vez. Aqui, um exemplo de como fazê-lo sem o cornet. Faça um movimento de riscado (de trás pra frente) com a base da mão, espremendo e riscando a massa contra a superfície. A cada riscado, pegue um pouco de massa. A massa se acumulará do outro lado e estará pronta pra próxima fase.

Frese novamente e só mais essa vez. Aqui, um exemplo de como fazê-lo sem o cornet. Faça um movimento de riscado (de trás pra frente) com a base da mão, espremendo e riscando a massa contra a superfície. A cada riscado, pegue um pouco de massa. A massa se acumulará do outro lado e estará pronta pra próxima fase.

Forre uma superfície com plástico filme e coloque a massa sobre ele, formando um disco. Embrulhe-a neste plástico e leve à geladeira por 1 hora.

Forre uma superfície com plástico filme e coloque a massa sobre ele, formando um disco. Embrulhe-a neste plástico e leve à geladeira por 1 hora.

Achou complicado? Se tiver um processador em casa, basta fazer a massa nele, é muito mais prático! Coloque todos os ingredientes, exceto a água gelada, no processador e use a tecla pulsar até atingir o ponto farofa. Adicione a água às colheradas, uma por vez, até que forme uma bola lisa, também com a tecla pulsar. Tome o cuidado de misturar a massa de maneira eficiente. Quanto mais vezes você apertar a tecla pulsar, pior ficará a massa. Por quê? Esta massa é da categoria das podres, aquelas que se esfarelam facilmente e desmancham em contato com a boca. Isso acontece por conta da manteiga, mas também porque não desenvolvemos o glúten. Porém, quanto mais força mecânica for empregada durante a confecção da massa, mais se estará desenvolvendo a rede elástica. Se isso acontece, a massa fica elástica quando crua e dura depois de assada. Portanto, cuidado!

Recheio:

É importante que você comece a receita somente depois de ter todos os ingredientes separados e pesados. No caso do suco de limão, deixe para expremê-los mais próximo do uso, pra que o suco não fique amargo.

É importante que você comece a receita somente depois de ter todos os ingredientes separados e pesados. No caso do suco de limão, deixe para expremê-los mais próximo do uso, pra que o suco não fique amargo.

900g de maçãs Granny Smith (a maçã verde)

900g de maçãs Fuji

meia xícara bem cheia de açúcar mascavo

1/4 de xícara de açúcar refinado

1 colher de sopa de canela em pó

1 pitada de sal

q/n de noz moscada (opcional)

60g de amido de milho

suco de 1 limão tahiti grande

Preparo:

O complicado do recheio é a quantidade de maçãs a serem descascadas e picadas. Este procedimento deve ser feito o mais rápido possível, pra evitar a oxidação das maçãs. Uma boa opção é descascar as maçãs e ir colocando-as de molho numa mistura de água com suco de limão (não o que consta na receita, use outro). Depois de descascar todas, picá-las rapidinho e mergulhar os pedaços novamente nesta água. Os pedaços das maçãs devem ficar relativamente do mesmo tamanho, pois deverão cozinhar todos ao mesmo tempo.

Escorra as maçãs e, numa tigela grande, misture à elas os açúcares, a canela, o sal, a noz moscada e o amido de milho. 

Escorra as maçãs e, numa tigela grande, misture à elas os açúcares, a canela, o sal, a noz moscada e o amido de milho. 

Leve-as ao forno (200 graus) em forma antiaderente, coberta com papel alumínio até que as maçãs estejam macias, mas não murchas. Este processo deverá levar algo em torno de 1 hora, então é importante retirar a forma do forno algumas vezes (de 20 em 20 minutos é uma boa) e mexer as maçãs. Retire-as do forno, adicione o suco de limão e mexa delicadamente, deixando o receio esfriar por aproximadamente 30 minutos.    

Leve-as ao forno (200 graus) em forma antiaderente, coberta com papel alumínio até que as maçãs estejam macias, mas não murchas. Este processo deverá levar algo em torno de 1 hora, então é importante retirar a forma do forno algumas vezes (de 20 em 20 minutos é uma boa) e mexer as maçãs. Retire-as do forno, adicione o suco de limão e mexa delicadamente, deixando o receio esfriar por aproximadamente 30 minutos.  

Montagem:

A massa da torta, como pode-se perceber, é muito chata de abrir. Isso porque ela é uma massa podre, classificada como pesada pela quantidade de manteiga que contém. Como 75% da massa é manteiga, você já pode imaginar como é difícil abrir isso com um rolo. Uma boa técnica foi abrir a metade da massa em cima de uma superfície forrada com plástico filme. A massa não deve ficar muito fina, pois o recheio é muito pesado. Uns 4mm de espessura está ótimo! Leve este disco à geladeira por uns 15 minutos, ou até que ela fique um pouco mais firme, sem ficar dura. Daí, é só virar o disco de massa na forma e fonçá-la, isto é, fazer a massa copiar a forma da forma (com a queda dos acentos, como fica esta frase, heim?). Você pode aproveitar que o plástico ainda está junto à massa pra fazer isso. Retire o plástico com cuidado e deixe as bordas da massa sem cortar por enquanto.

No início, você vai achar que vai sobrar recheio, mas basta ter paciência e montar as lascas de maçã dentro da massa, em camadas, de fora pra dentro. Certifique-se de que todo o caldinho, engrossado com amido de milho, esteja dentro da torta. Ele faz TODA a diferença! Recheio colocado, abra um disco com a segunda metade da massa, da mesma forma que fez com a base. Vire a tampa da massa por sobre a torta, de modo que ela cubra toda a superfície aberta da torta, sobrando um pouco pra vedar as laterais.

Daí você tem duas opções: ou cortar as rebarbas da massa com a ajuda de uma faca de mesa (ou usando os dedos), pressionando de dentro pra fora pra cortar a massa bem rente à forma; ou fazer uma arte com as sobras, torcendo-as para dentro, como se fosse tranças. Eu preferi fazer do modo mais simples, porque achei que ia ficar 'massudo' demais, correndo o risco de quebrar tudo no forno na hora de tirar a forma.

Daí você tem duas opções: ou cortar as rebarbas da massa com a ajuda de uma faca de mesa (ou usando os dedos), pressionando de dentro pra fora pra cortar a massa bem rente à forma; ou fazer uma arte com as sobras, torcendo-as para dentro, como se fosse tranças. Eu preferi fazer do modo mais simples, porque achei que ia ficar 'massudo' demais, correndo o risco de quebrar tudo no forno na hora de tirar a forma.

Pronto! Torta fechadinha, forno pré-aquecido (205 graus). Faça cortes na superfície da tampa para que o vapor quente da cocção tenha por onde escapar. Se você não fizer isso, vão formar-se bolhas na tampa da sua torta, isso se ela não estourar em algum ponto. Salpique açúcar mascavo na torta e leve-a ao forno. Assea-a até que a massa esteja dourada e crocante, algo em torno de mais 1 hora. É importante ficar atento, porque as bordas da torta podem escurecer antes de a massa estar toda cozida. Tenha à mão papel alumínio para cobrir as bordas caso isso aconteça. Retire a torta do forno e deixe-a esfriar sobre uma grade por aproximadamente 1 hora.

Observações finais: uma coisa que aprendi fazendo esta torta é que ela deve ser assada numa assadeira de cerâmica ou porcelana, ao invés de uma forma antiaderente. Esta torta tem a massa tão delicada e ao mesmo tempo um recheio tão denso que não pode ser retirada da assadeira antes de cortar. E usar faca em superfície antiaderente não dá, né? Portanto, quando fizer a torta de novo, lembrarei deste detalhe.

Shrimp and Grits: Comfort Food do sul dos EUA

Olá! Você deve ter chegado até o meu blog por causa da receita que o Tiago fez no Masterchef Brasil, né? Seja bem vindo!

Este prato é muito tradicional e, ao contrário do que diz o chef Eric Jacquin no programa, leva bastante queijo do tipo Cheddar. E combina, pode confiar! 

Espero que a receita te inspire a tentar reproduzir o prato em casa. É muito gostosa e, embora seja um prato originalmente criado para ser consumido no café da manhã, pode ser servido a qualquer hora do dia. 

Obrigada por vir! 

_______________________________________________________________________________

Desde que cheguei aqui, tenho visto a oferta de Grits como opção de carboidrato para acompanhamento do café da manhã, uma alternativa às batatas e ao pão. Intrigada, resolvi, dia desses, pedí-lo no brunch de um restaurante de Miami Beach. O prato completo era justamente o Shrimp and Grits, coisa que confesso ter achado estranho como prato para café da manhã. E morri! Pense numa coisa boa?!

Na verdade Grits nada mais são que a nossa famosa canjiquinha no Brasil. Só que aqui é possível encontrá-los de milho amarelo, branco e mesclado. A preparação remete à uma polenta, só que mais grosseira, rústica, como um mingau de aveia. No Brasil, temos o Xerém como preparação semelhante e que é herança portuguesa. Mas a diferença é que aqui os grits são preparados com bastante queijo Sharp Cheddar na composição, conferindo a cremosidade aveludada de uma polenta.

O prato Shrimp and Grits é típico da região sul dos EUA, mais precisamente da Carolina do Sul, que em 2013 teve até um festival na Geórgia. Foi criado como opção alimentícia rápida e que dá "sustância" aos pescadores da região, durante o trabalho. A comida do sul, aqui, é considera a Comfort Food por excelência, uma comida com ares de caseira e que aquece o corpo devido às especiarias e/ou ingredientes, a quantidade de gordura e forma de apresentação - sempre bem quente! Depois de ter experimentado o prato no restaurante e morrido de amores, resolvi tentá-lo em casa, com o auxílio de 2 livros como referência: Best of Home Cooking e Jamie's America. A versão aqui apresentada é mais sofisticada do que a original, do café da manhã dos pescadores. Também substituí o queijo sharp chedar tradicional por minas padrão, que eu tinha na geladeira e clamava por ser usado. Ficou bem bom, viu? ;)

 

Shrimp and Grits - Camarão com Canjiquinha (duas porções):

Grits

1 xícara de chá de canjiquinha amarela

1 xícara de chá de queijo minas padrão, ralado no ralo grosso

30g de manteiga sem sal

pimenta do reino e sal à gosto

3 xícaras de água

Numa panela larga, coloque a água e leve ao fogo até levantar fervura. Coloque a canjiquinha na água fervente misturando sempre, de preferência com um fouet. Mantenha uma leiteira com água fervente reservada, para o caso de necessidade. Quando a canjiquinha estiver cozida (algo em torno de 30 minutos mexendo sempre), adicione a manteiga e o queijo mexendo vigorosamente. Prove o sal e acerte, caso necessário. Pimenta do reino moída na hora. Reserve.

Molho de camarões

2 fatias de presunto de parma, em chips*

40g de bacon em lardons

12 camarões graúdos, sem casca

2 dentes de alho picados

1/2 colher de chá de páprica picante

q/n de Tabasco

q/n de fumaça líquida (opcional)

q/n molho inglês ou Worcestershire sauce

150 ml de vinho branco seco

meio limão siciliano

30g de manteiga sem sal

Salsinha picadinha

sal à gosto

Frite o bacon até que fique bem sequinho. Na mesma gordura, sele os camarões rapidamente (aprox. 2 minutos). Acrescente a páprika, o alho, a manteiga e mexa bem, por volta de mais um minuto. Reserve os camarões. Na mesma panela, junto ao fundo que se formou, acrescente o vinho e deixe-o reduzir pela metade. Junte a este molho algumas gostas de fumaça líquida, o molho inglês, o Tabasco e o suco do meio limão. Prove e acerte o sal, o resultado final é um molho rico, um pouco ácido e levemente picante. Acrescente a manteiga e emulsione-a misturando rapidamente com um fouet. Junte os camarões e aqueça-os rapidamente.

Montagem: sirva a canjiquinha dividindo-a em dois pratos. Sirva o molho de camarões por cima dela e salpique a salsinha picada por todo o prato. Decore com uma fatia de chips de presunto cru e sirva imediatamente. Bom apetite!

*ATENÇÃO: Pra fazer o chips de presunto cru basta assá-las com outra assadeira por cima, pra garantir que elas permanecerão retas durante todo o processo. Asse-as até que elas fiquem crocantes, reserve-as sobre papel toalha. Faça isto primeiro porque os chips não precisam estar quentes para serem servidos.

Carrot Cake: como os americanos criaram um bolo de cenoura tão bom quanto o nosso.

Aqui nos EUA há um calendário onde cada dia do ano festeja, nacionalmente, uma guloseima diferente. 2014 já teve o dia da panqueca de blueberry, o dia do Croissant, do bolo de chocolate e até dos salgadinhos de milho! Cada mês é também dedicado a alguma comida, como fevereiro o é às frutas vermelhas frescas. E as semanas também tem sua comida de homenagem! Imagina tentar seguir religiosamente o calendário? Termina-se o ano com quantos quilos a mais?

Dia 3 de fevereiro último foi o dia Nacional do Bolo de cenoura. Para os brasileiros, bolo de cenoura é sinônimo de coisa caseira, feito para o lanche da tarde e coberto com bastante calda de chocolate das mais variadas receitas. Na minha casa sempre foi feita aquela de achocolatado, água e manteiga, que depois de fria fica craqueladinha por cima. Porém, para os americanos, o bolo de cenoura é uma sobremesa, que como tal deve ser bem apresentada, com recheio e cobertura. Vários restaurantes especializados em comida americana o servem com pompa, duas camadas de bolo, recheio e cobertura. É um clássico delicioso que merece ser provado!

Algumas diferenças significativas: enquanto batemos a cenoura no liquidificador com os líquidos e depois misturamos aos ingredientes secos, o que deixa nosso bolo bem amarelinho, na receita americana as cenouras são usadas raladas finamente e podem ter a companhia de frutas como côco, abacaxi e/ou passas e nozes. Além disso eles usam especiarias, que não temos na nossa versão brasileira. Aqui pode-se usar canela, cravo, gengibre, cardamomo, noz-moscada... É quase como um bolo de maçã, daqueles bem ricos. Como qualquer receita clássica, há inúmeras variações disponíveis para experimentar. Eu escolhi uma de um restaurante que figura entre os meus favoritos aqui em Miami, o Yardbird, sobre o qual escreverei em breve aqui no blog. Optei por fazer a receita sem camadas e recheio porque aqui em casa somos só eu e meu marido, 3 camadas seriam demais. Fiz meia receita e este foi o resultado. É um bolo bastante rico, com abacaxi, nozes e passas na massa. Eu gostei demais!

Carrot Cake (rendimento: 10 fatias de bolo com 3 camada, recheio e cobertura)

Para o bolo:


2 xícaras de açúcar (eu usei metade de mascavo).

1 xícara de chá e meia de óleo vegetal.

4 ovos inteiros.

2 xícaras de chá de farinha de trigo.

2 colheres de chá de fermento em pó.

2 colheres de chá de canela em pó.

meia colher de chá de bicarbonato de sódio.

1 colher de chá de sal.

meia colher de café de cardamomo (opcional).

meia colher de café de cravo em pó (opcional).

1 colher de café de gengibre em pó (opcional).

noz-noscada ralada à gosto (opcional).

283g de abacaxi amassado com garfo, sem o miolo.

3 cenouras médias raladas na parte fina.

1 xícara de chá de passas brancas.

1 xícara chá de nozes.


Para o recheio e a cobertura:


284g de manteiga pomada, sem sal.

340g de cream cheese.

284g de açúcar de confeiteiro.

2 colheres de chá de extrato de baunilha (pode ser essência).


Modo de fazer:


Bolo: Pré aqueça o forno a 180 graus. Misture o açúcar com o óleo e junte os ovos inteiros, misturando bem para que fique homogêneo. Peneire todos os ingredientes secos juntos previamente. Junte-os à mistura de ovos, óleo e açúcar. Adicione o abacaxi amassado, as cenouras raladas, as passas brancas e as nozes. Divida a massa em 3 formas redondas, de mesmo tamanho (23 cm de diâmetro). Leve ao forno por 25 minutos. Faça o teste do palito no centro dos bolos. Se sair limpo, estão prontos. Retire-os do forno e deixe-os resfriar.


Cobertura: Numa batedeira, bata a manteiga até que ela esteja lisa. Acrescente o cream-cheese e bata novamente até que a mistura incorpore. Tome o cuidado de raspar o fundo da tigela da batedeira co um pão-duro, para evitar que haja manteiga acumulada sem misturar. Acrescente o açúcar de confeiteiro e bata novamente, em velocidade baixa, para evitar que o açúcar seja jogado para fora da tigela. Acrescente a baunilha. O resultado deve ser um creme levemente amarelado, liso, aveludado e firme. Caso o seu esteja muito macio, como se fosse chantilly, leve-o à geladeira antes de trabalhar com ele.


Montagem: Desenforme os bolos depois de frios. Recheie os dois espaços entre as 3 camadas de bolo e cubra o bolo, usando uma espátula ou saco de confeitar, com o restante da mistura. É bom levar o bolo à geladeira depois disso para que a cobertura fique firme novamente.


Algumas pessoas colocam côco ralado por cima da cobertura. Como meu bolo não tinha côco na composição, achei melhor não colocar nada. Uma idéia legal é cortar uma cenoura em cubinhos, cozinhá-los em calda rala de açúcar até ficarem macios e usar estas cenouras em calda na decoração. Eu preferia fazer uns desenhos com o saco de confeitar.


Fonte da receita: http://www.cookingchanneltv.com/recipes/carrot-cake0.html